quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Bloqueio literário

I want to wake up, in a city that doesn't sleep...
Pensamentos não faltam, isso posso vos garantir... no entanto parece que o filtro que faz com que não venha para aqui despejar o meu âmago aos 7 ventos está mais forte do que nunca.
Não posso falar de política, bola ou computadores, não posso falar de musica, cinema, arte... é tudo demasiado cliché.

Faço anos na semana que vem, comprem as vossas prendas :)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Grande Braga!

Há que tirar o chapéu ao Braga, que com uma equipa comprada nos saldos conseguiu despachar ontem os espanhóis do sevilha com uma pintarola! :)
Sabe sempre bem ver como com talento, esforço e dedicação consegue-se atingir os objectivos, mais do que com os rios de dinheiro que benfica, sporting e porto enterram nos seus plantéis.

Tiro o chapéu principalmente ao Domingos, que resistiu á tentação de ir beijar o anel ao pinto da costa e permaneceu no projecto que ele próprio tinha criado. É extremamente gratificante ver o Braga a jogar, e espero sinceramente que cheguem muito longe na liga dos campeões, e não me importo muito que ganhem o campeonato, sou franco.

E ficou um gostinho doçe na boca de ter sido contra o sevilha. Andavam os espanhóis a dar olés de contentes a achar que iam ser feijões contados, e pimba: apanharam uma lição de bola para contarem aos netos, por muitos anos que vão vir.

Confesso que gosto de ler a imprensa desportiva espanhola depois de qualquer derrota contra equipas portuguesas. É algo que não lhes desce muito bem no estómago e que confesso - dá me algum gozo. É como ir ler o jornal "O Jogo" depois de uma derrota do porto - tresanda a azia e a mau perder.
Portanto, é óbvio que fui ler o "A Marca" online para ver o que os espanholitos tinham achado do banho de bola, e eis que leio:
"Que te meta cuatro goles el 'SuperrequeteBarça' en el Camp Nou es una cosa, por mucho que uno claudique en el túnel de vestuarios, pero que te vengan unos brasileños disfrazados de portugueses y te enseñen, uno por uno, los fundamentos de este deporte, es cosa seria."
Não contendo a gargalhada, descobri que os nossos vizinhos ainda estão em fase de negação, e talvez ao mascararem o Braga de "brasileiros disfarçados de portugueses" consigam suavizar a azia. Por hoje acalme-se a nação espanhola, haviam brasileiros sim, nós deixamo-vos pensar isso se isso vos deixa menos frustrados. Não se preocupem, o luto tem 5 fases e a última é a Aceitação.

Quanto á nóssa própria imprensa, a grande generalidade se mostrou orgulhosa do feito e deu-lhe amplo destaque, principalmente a imprensa desportiva. Triste foi ver que que o jornal "Record" na sua edição de hoje, não soube dar o mérito devido ao Braga, e colocou em destaque um tipo qualquer que supostamente interessa ao benfica... muito triste, meus senhores, muito triste.

E mainada! Vivó Braga!!! :)

PS- espero que com os milhõezinhos que vão receber agora da uefa, comprem um lateral esquerdo como deve de ser. Aquele que vocês têm lá mete medo!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ser "emigrante"


Acho que ao fim de 15 anos a andar para cá e para lá a toda a hora e a morar em todo o lado menos em casa começa a fazer mossa. É muito giro estar sempre a conhecer sítios diferentes e pessoas diferentes... mas de repente chegas á conclusão de que não pertences realmente a nenhum sítio senão ali. Os teus amigos de sempre, a tia que te faz bolos sempre que vais lá a casa e que tem o sofá mais confortável do mundo que faz com que adormeças 2 minutos depois de tentares ver televisão, os amigos de escola com que te cruzas na rua e te cumprimentam, e todas as pessoas que vês na rua, que falam como tu, que têm a mesma base cultural. Ser madeirense não algo que se adquire, algo que nasce contigo, o resultado da simbiose de ti com a tua terra, que te dá a certeza absoluta de que não há nada mais bonito do que a tua ilha. Posso andar pelo mundo todo (e já tenho a minha quota parte de km's percorridos), mas ao saír do avião a brisa que paira no ar, o cheiro da minha terra ainda me dá vontade de chorar, faz-me lembrar de onde sou, e faz-me questionar porque que passo tanto tempo longe de mim próprio.

Tenho saudades de tantas coisas que nem sem por onde começar...

Dance Me to the End of Love


"(...) beside the crematoria, in certain of the death camps, a string quartet was pressed into performance while this horror was going on, those were the people whose fate was this horror also. And they would be playing classical music while their fellow prisoners were being killed and burnt. So, that music, "Dance me to your beauty with a burning violin," meaning the beauty there of being the consummation of life, the end of this existence and of the passionate element in that consummation."
Leonard Cohen,  about the song

sexta-feira, 30 de julho de 2010

António Feio



Encontrar o António Feio na rua era uma sensação estranha. Não era como encontrar um qualquer actor famoso ou personalidade da televisão, era como encontrar alguém que se conhece. Cruzei-me algumas vezes com ele no metro ao final do dia, provávelmente dirigia-se para casa, e antes de realizar que de facto era o António Feio, a sensação que tinha era de o conhecer á muito tempo e a tendência era comprimentá-lo, como se faz a um amigo.

Conhecia-o de facto desde criança, fazia-me rir como ninguém com o seu brilhante sentido de humor. Tinha uma serenidade ímpar, um sorriso que transmitia alegria. Cresci com as suas peças, com as suas comédias brilhantes, fazia-me doer o estómago por tantas e tantas vezes com o seu jeito invulgar de quem por um lado sabe o que faz, mas que pelo outro ainda se admira com a capacidade que tem de fazer os outros tão contentes.

Hoje estou triste, sinto que perdi um amigo de sempre. O António abandonou-nos á umas horas atrás. Até um dia!


terça-feira, 27 de julho de 2010

Formula 1

"Yepieeeee!!! Papá me compró este trofeo"
Este fim de semana percebi o porquê de não assistir a uma corrida de formula 1 á uns bons 15 anos - aquilo tem mais batota que as corridas de bicicletas.
Então ia o Filipe Massa quase a cortar a meta em primeiro quando o team manager da ferrari diz-lhe por rádio para encostar e deixar o espanhol ganhar... Wuhuuu, grande vitória para o Alonso, sim senhor, muito bem! clap! clap!

Esqueceu-se a equipa italiana de que este grande prémio da alemanha era o primeiro em que as transmissões de rádio eram abertamente disponíveis para as televisões, e durante algum tempo tentaram manter a farsa dizendo que o brasileiro enganou-se e meteu 3 marchas seguidas, e o Alonso aproveitou... Pena para eles que milhões de telespectadores á volta do mundo ouviram exactamente, palavra a palavra o que Alonso se queixou ao chefinho (que Felipe Massa não o deixava passar) e como o chefinho Rob Smedley disse ao Massa para esquecer a corrida.

Quando perceberam a porcaria que tinham feito, em vez de fazer um mea culpa e assumir alguma coisa da trapalhada que tinham feito, acusaram os que lhes apontaram o dedo de hipocrisia, de que combinar resultados entre equipas (apesar de ser abertamente contra as leis da competição, e do ponto de vista desportivo... ridículo) é uma coisa que sempre existiu na F1 e que sempre existirá... bom saber disso!

Querem hipocrisia? E que tal andarem sozinhos nas pistas, sem publico sem nada? Ia ser porreiro, tipo amigos a se juntarem para umas corriditas de fim de semana, em que se queima muito pneu e se torra muito dinheiro.

É interessante saber que no que toca a ganhar, na Formula 1 não se olham a meios para atingir os fins. É uma questão de tempo até o castelo ruir. Por mim, prefiro ver o nosso campeonatozinho da treta onde se compram árbitros com err... fruta. É mais honesto assim.