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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Expressivo


Peregrinos, homens e mulheres são separados por uma barreira enquanto rezam junto ao túmulo do Imam Hussein durante a um evento religioso na cidade santa de Karbala, a 110km a sul de Baghdad.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Que mundo é este em que vivemos?

Acabei de ver um filme de quinze minutos que me fez recordar algumas das cenas mais chocantes que já tive que assistir na minha vida:

- Vi milhares de pessoas a morrer em directo na televisão em 2001 quando um bando de loucos achou de atirar dois aviões contra edifícios cheios de gente inocente.

- Vi nos jornais da noite em 2004, como 191 pessoas foram bárbaramente assassinadas e outras 1755 mutiladas na estação de Atocha em Madrid, apenas a 500Km daqui.

- Vi nas notícias em 2005 imagens de londres onde 52 pessoas foram assassinadas e outras 700 feridas quando bombistas suicidas atacaram no metro e nos autocarros.

- Vi na internet aquilo que nunca deveria ter visto, as imagens de Nick Berg sendo bárbaramente executado por gente inqualificável, sem um pingo de humanidade. Essa imagem, dos ultimos segundos da vida dele ouvindo os gritos amordaçados de alguém que sabe que está prestes a morrer, e de 5 cobardes encapuçados a serrar-lhe o pescoço como se de um carneiro se tratasse... essa imagem nunca me deixou, e moldou me de certa forma o raciocínio. Acho que foi a coisa mais horrenda que já assisti na minha vida.

O filme chama-se Fitna, e pode ser visto aqui aqui. É uma curta metragem, toscamente realizada, da autoria de Geert Wilders, um deputado Holandês de (extrema?) direita. Não quer ser um blockbuster, não é para ganhar dinheiro ou para atingir fama. A ideia do filme é se calhar colocar uma questão na população mundial para a crescente radicalização de posições entre o mundo islâmico e o resto do mundo, principalmente em relação á europa e mais concretamente ao país de onde o autor é natural, a Holanda. Mesmo sabendo quais são as opiniões políticas do autor e não concordando com elas, há coisas que não são do foro político mas sim do foro humano, e nesse sentido assusta-me pensar em que mundo é este que eu vivo, que gente é esta?!?

Eu sou um optimista por natureza, quero... aliás, preciso acreditar que a humanidade é boa na sua essência. Por isso não consigo pactuar com a generalização, com a radicalização do pensamento anti-islâmico, mas...

... a verdade é que alguns de vós estão a nos matar, olham para nós como "macacos e porcos" e não têm qualquer pingo de remorço quando pegam numa espada e nos cortam a cabeça fora, aliás, vêem-o como um gesto sagrado...

... por isso, cabe a vós, mostrar ao resto do mundo que são evoluídos, humanos, sensatos e empáticos na vossa essência...

... caso contrário, temo que os próximos temos serão de uma cisão profunda entre os nossos mundos.

O mundo "não-muçulmano" (dificilmente poderemos colocar a palavra ocidental para caracterizá-lo nesta situação) tem sabido (pelo menos tentado) isolar os seus demónios, tirar-lhes a chama, para impedir que maltratem as pessoas. Nós temos desde 1945 tentado a todo o custo castrar os novos pequenos hitlers para que nunca mais e em nenhuma altura se repitam os acontecimentos de á quase 70 anos. O que é que vocês estão a fazer? Foi á quase 90 anos que Atatürk pegou num país dilacerado pela guerra e tornou-o num exemplo para o mundo. O que é que têm feito desde então para garantir que passamos melhor por esta vida efémera e deixamos algo de bom para os nossos filhos?

Tempos turbulentos se avizinham, e acho que todos nós temos que tentar evitar a catastrofe que se vê no horizonte.

E não, o mal não prevalecerá, a história provou-o vezes sem conta.

Duas ideias acerca do autor do filme:

- Quão genial é a ideia de colocar no final do filme uma informação sobre o site oficial como sendo en.wikipedia.org/wiki/fitna ? Por mais que a horda dos paninhos quentes tente abafar a coisa, a comunidade do wikipedia terá sempre a obrigação visceral de manter um artigo exacto e neutro sobre o filme, garantindo a sua divulgação.

- Admiro a sua coragem, fazer o que fez foi o equivalente a pintar um alvo na testa. O seu nome está a partir de hoje em toda a hit-list dos maluquinhos da jihad. Mais do que tudo, vamos ver até que ponto é que o mundo muçulmano vai mostrar a sua face evoluída, não o tentando matar.