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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um verdadeiro cavalheiro


Há um velho ditado que diz "Dos derrotados não reza a história", mas neste caso, espero que a história reze deste derrotado.

Numa altura em que toda a gente fala do novo presidente eleito dos Estados Unidos da América, e com toda a razão, depois de uma noite histórica não só para aquele país mas para o mundo inteiro, e depois de uma longa e difícil campanha, em que eu próprio de uma maneira ou de outra acabei por participar, com vários posts até algo inflamados contra os republicanos e contra a estupidez generalizada do povo americano, decidi hoje falar sobre os perdedores.

Já conhecia o senador McCain desde que foi candidato derrotado das primárias americanas em 2000, e sempre tive boa impressão do homem. Há um facto inegável, o de ele ter sido prisioneiro de guerra durante 5 anos no vietname, de o terem posto na solitária durante anos, de o terem sujeito a tortura, mutilação, humilhação, mas... não é por aí que ele merece mais ou menos respeito, mas pelo facto de ter sobrevivido, reerguido e construido uma carreira política baseada em valores universais.
Vi várias entrevistas com ele, e até ao ponto em que se tornou candidato oficial pelo GOP ás eleições americanas sempre tive o maior respeito por ele. É uma pessoa acessível, que sabe ouvir e muito bem humorada, que em nada ficava mal na fotografia a entrar na casa branca. Pode se argumentar que ele tem uma esposa á qual só lhe faltava um cigarro com boquilha e uma capa feita de pelo de dálmata, mas o papel tradicional da primeira dama não é assim tão exigente, por isso...

Então porque é que ele perdeu? Porque cometeu o erro crasso de nomear uma Trigger Happy Hockey Mum para sua vice-presidente. No tabuleiro de xadrêz que é o mapa eleitoral americano, a Sarah Palin foi um cheque ao candidato democrata, dando ao John McCain aquilo que o GOP pensava ser o que lhe faltava para ser "um todo":

- Obama nomeou Joe Biden para ser seu vice porque tinha muito pouca experiência em política externa e porque precisava de certa forma de um democrata branco sénior com um discurso moderado para poder convencer toda uma faixa populacional culturalmente racista a votar nele, bem como os democratas mais conservadores.

- McCain nomeou Palin na tentativa de aproximar de si todo o eleitorado feminino que parecia apoiar Hillary Clinton, e ao mesmo tempo alegrar a base republicana de extrema direita religiosa, que é contra tudo o que é moderadamente moderno e é afecta á NRA.

O problema é que passado aquele período inicial de fascínio pela Sarah Palin (MILF effect) o mundo todo (e depois os americanos) começaram a perceber o quão perigoso era ter uma pessoa com o QI de um tijolo a concorrer para vice presidente, e nessa altura, a percentagem de repúblicanos moderados e inteligentes (que os há) começou a convergir cada vez mais para o lado democrata. Então sentindo-se encurralada, a máquina de campanha repúblicana começou a fazer aquilo que faz de melhor e que tão bem aprendeu com Karl Rove: começou com as mentiras, com as difamações e com o atirar de lama, mas num país cuja mentalidade evoluíu significativamente (mesmo que á força) nos últimos 8 anos, o resultado de todo este lavar de roupa suja pareceu ter atingido mais no pé dos repúblicanos do que o inverso, até porque o senador Obama nunca quis jogar esse jogo - e podia, com todas as gaffes da senadora Palin e com situações menos claras relativamente á relação de McCain com o mundo financeiro.

Ontem á noite, quando a FOX News começou a transmitir em directo os comícios de McCain, a noticiar eventuais fraudes eleitorais pelo país fora e a anúnciar a chegada da horda de advogados á cena, ficou claro que a eleição tinha ido definitivamente para Obama, e mesmo com a sucessão de resultados negativos, lá continuou com as suas tacticas manhosas, pondo Karl Rove quase como comentador de serviço ao longo da emissão.

Perderam, perderam feio, mesmo assim foram ao fundo sem glória nenhuma, foi feio. A única pessoa que se destacou e por isso aumentou o respeito que tenho por ele, foi John McCain.
Um verdadeiro cavalheiro, no seu discurso de concessão fez questão de dar os parabéns ao adversário, e mesmo com as vaias que se ouviam da plateia não se cansou de pedir ao seu eleitorado para se juntar em torno do novo presidente e tentar criar uma união nacional a partir dali, para que todos consigam passar por cima dos problemas graves que os estados unidos e o mundo em geral atravessam.

Foi pena John McCain estar no partido errado, com uma idade já demasiado avançada e com uma vice e uma máquina de campanha completamente deapropriadas. Fosse ele o vice de Obama e o futuro seria ainda mais promissor.

Foi provávelmente a última batalha eleitoral que este heroi de guerra de 72 anos travou, e foi pena que o seu país não o tivesse reconhecido mais cedo.

PS: Pode ser que tal como o meu amigo Champs também eu mude agora de opinião quanto a visitar a américa do norte.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O vice que Obama deveria ter escolhido



Para eleitores americanos, eis uma receita de sucesso. Acho que o Obama ainda vai a tempo de trocar o John Biden.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Scary



"Os estados unidos da américa encerram em si um fundamentalismo conservador muito perigoso e acima de tudo, poderoso, tão poderoso que consegue ganhar eleições, e iniciar guerras..."

"... na estrutura do poder politico dos EUA, só entra e faz carreira quem dá garantias de alimentar a seita da terra do leite e do mel, do país e povo inventados."

Tinha inicialmente colocado um vídeo neste post em que o Matt Damon dizia meia dúzia de coisas sobre esta senhora, coisas em nada ofensivas e bastante concretas. Mas depois vi este vídeo e descobri que a senhora é de uma falta de inteligencia assustadora, e que o partido republicano americano tem uma total falta de consideração pelo seu próprio eleitorado ao propor para eleição uma "vice" acéfala, ou então pensa que tem um controlo tal sobre o sistema eleitoral do seu país que consegue circunscrever os votos e colocar a mandar quem querem...

Tenham medo, muito medo

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Presidenciais americanas - Parte I (Semântica)

"McCain's lies have ranged from the annoying to the sleazy, and the problem is in both degree and kind. His campaign has been a ceaseless assault on his opponent's character and policies, featuring a consistent—and witting—disdain for the truth."

in Time magazine, 17-09-2008 (ler artigo completo aqui)

Presidenciais americanas - Parte II (Geografia)


O mapa da américa latina segundo o partido repúblicano americano.

Questionado acerca das atitudes que irá tomar relativamente ao relacionamento entre os estados unidos e Espanha, caso venha a ser eleito, o senador John McCain respondeu o seguinte:

"Irei trabalhar numa atmosfera amigável com aqueles que são nossos amigos, e enfrentarei aqueles que não o são".

Ler artigo completo, na Time Magazine.

"Ah!"- exclama o alegre leitor, "Mas então onde está Portugal?!"
Fácil! É aquele bocadinho no mapa entre Cali e Barranquilla... a a capital é certamente... Medellín!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Paris Hilton

A campanha presidencial nos estados unidos está a aquecer. Pelas contas do Backwards Bush faltam 165 dias para o still president deixar o cargo, mas já ninguém se lembra dele. O war president anda a fazer um périplo pelo mundo (rumores dizem que está em Bangkok) a falar sempre da mesma historia (armas de destruição massiva, iraque, irão, afeganistão), mas na verdade ninguém está muito interessado no que ele anda a fazer ou a dizer, é um dado adquirido que ele vai embora e pouco mais estrago pode fazer ao mundo nestes 6 meses que ainda lhe restam (esperemos).

Os holofotes definitivamente viraram-se para os candidatos á presidência: Barack Obama e John McCain, e começou a campanha suja, bem ao estilo "made in USA". Aparentemente descobriram á uns anos atrás que em vez de se em vez de irem para a televisão dizerem o que é que podem fazer de bom pelo país e pelo mundo, se limitarem a dizerem mal um do outro, e tentarem ridicularizar a campanha do opositor.

No outro dia, um spot televisivo tentava associar Barack Obama á Paris Hilton e á Britney Spears, tentando passar a ideia de que este não passava de uma celebridade inócua, e que não estava preparado para liderar.

Ora, quando toda a gente esperava uma reacção de Obama, quem reagiu foi... a Paris. Subiu 300 pontos (*) na minha consideração!

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(*) Claro que a menina ainda está nos -29700 pontos, mas isso é outra história...