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terça-feira, 15 de julho de 2008

Easyjet de lisboa para a madeira



A partir de 27 de Outubro a Easyjet começa a operar 2 vôos diários entre Lisboa e a Madeira com os horários:

Lisboa -> Madeira: 07h35m (08h05m aos domingos) e 16h00m (16h20m aos domingos)
Madeira -> Lisboa: 09h45m (10h15m aos domingos) e 18h15m (18h40m aos domingos)

Já não era sem tempo

P.S.: Pormenor: A fare flexível por trajecto é de €103.99.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A realidade de viajar em low cost



Assustador, é a palavra que me ocorre agora. Acabei de ver um documentário do channel 4 de inglaterra que retrata a realidade tenebrosa da companhia aérea irlandesa Ryanair.

Desde que o Bin Laden mandou os amigos dele se espetarem lá nas torres gémeas em 2001, que o mundo deu uma volta, e isto reflectiu-se de sobremaneira na aviação civil a nível mundial. As companhias aéreas tradicionais que na altura já andavam-se a debater com sérios problemas financeiros devido a décadas de má gestão e aumentos brutais nos preços do petróleo, viram a sua sentença de morte anunciada pela diminuição catastrófica da procura dos seus bilhetes, motivada pelo pânico mundial que se seguiu aos atentados. Companhias aéreas que outrora eram o orgulho dos seus países, como a Swissair, a Sabena ou a United Airlines começaram a declarar falência uma atrás da outra.
Os fabricantes de aviões que na altura tinham muitas ordens de compra firmes dessas companhias aéreas para os seus aviões de pequeno/médio curso viram-se de repente com muitos aviões nas mãos e sem companhia aérea para os entregar. Na ressaca deste descalabro, companhias aéreas que começavam a se establecer como a Easyjet,a Ryanair e a Southwest Airlines conseguiram comprar A320's e B737's novinhos em folha a preço de saldo, e tomaram de assalto o mercado da aviação, acabando com décadas de reinado incontestado das companhias aéreas de bandeira.

Isto até podia ser tudo muito bom, se não estivessemos a falar de aviões. Qual é o problema?
Estamos a falar de máquinas estúpidamente caras e complexas, cada uma a custar uma fortuna. São absurdamente sedentas por combustível e requerem montantes faraónicos para voar e manter. Então, como é que se consegue manter preços a rondar entre 30 a 40 euros por percurso? Simplesmente cortando nos gastos, e aí é que reside o problema. A história recente da aviação civil é abundante em exemplos práticos (que levam muitas vezes centenas de vidas consigo) de situações em que cortar nos gastos, principalmente em termos de segurança resulta em desastres horrendos.

Para o esquema dar lucro, a tripulação de cabine tem que trabalhar até ao limite, por salários absurdamente baixos, o avião tem que voar quase sem parar e os pilotos têm que fazer o máximo de horas seguidas de serviço que a lei lhes permite.
- O treino e formação são reduzidos ou inexistentes (na ryanair, a tripulação de cabine tem que pagar o treino do seu próprio bolso). O mais provável é que num voo destes encontre um assistente de bordo que entende menos de segurança aérea do que você.
- Para manter os 25 minutos exiguidos pela empresa entre o desembarque e o embarque, medidas de segurança como o controlo de passaportes na porta de embarque é desprezado. O avião não é limpo entre voos. Não são verificados pontos de segurança como a existência de coletes salva-vidas ou a operacionalidade de portas de emergência.
- A tripulação exausta, não está minimamente preparada para lidar com uma situação de emergência, e muitas vezes acaba dormindo em serviço.

E isto é o que se vê nas filmagens secretas da equipa de reportagem. Tenho medo de pensar o que se andará a fazer nos hangares quando os aviões vão para manutenção.

Aconselho a que vejam este documentário, lança uma visão negra sobre os operadores de low cost. Muito francamente, depois disto, não me vêm num avião da Ryanair nem que me paguem.