quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Ser "emigrante"


Acho que ao fim de 15 anos a andar para cá e para lá a toda a hora e a morar em todo o lado menos em casa começa a fazer mossa. É muito giro estar sempre a conhecer sítios diferentes e pessoas diferentes... mas de repente chegas á conclusão de que não pertences realmente a nenhum sítio senão ali. Os teus amigos de sempre, a tia que te faz bolos sempre que vais lá a casa e que tem o sofá mais confortável do mundo que faz com que adormeças 2 minutos depois de tentares ver televisão, os amigos de escola com que te cruzas na rua e te cumprimentam, e todas as pessoas que vês na rua, que falam como tu, que têm a mesma base cultural. Ser madeirense não algo que se adquire, algo que nasce contigo, o resultado da simbiose de ti com a tua terra, que te dá a certeza absoluta de que não há nada mais bonito do que a tua ilha. Posso andar pelo mundo todo (e já tenho a minha quota parte de km's percorridos), mas ao saír do avião a brisa que paira no ar, o cheiro da minha terra ainda me dá vontade de chorar, faz-me lembrar de onde sou, e faz-me questionar porque que passo tanto tempo longe de mim próprio.

Tenho saudades de tantas coisas que nem sem por onde começar...

1 comentário:

Anónimo disse...

Como eu te entendo tão bem...hehe o nosso canto tem aquele toque especial que em sítio nenhum do mundo existe!;)
Bjinhuxxx
***Tucha***