sexta-feira, 30 de julho de 2010

António Feio



Encontrar o António Feio na rua era uma sensação estranha. Não era como encontrar um qualquer actor famoso ou personalidade da televisão, era como encontrar alguém que se conhece. Cruzei-me algumas vezes com ele no metro ao final do dia, provávelmente dirigia-se para casa, e antes de realizar que de facto era o António Feio, a sensação que tinha era de o conhecer á muito tempo e a tendência era comprimentá-lo, como se faz a um amigo.

Conhecia-o de facto desde criança, fazia-me rir como ninguém com o seu brilhante sentido de humor. Tinha uma serenidade ímpar, um sorriso que transmitia alegria. Cresci com as suas peças, com as suas comédias brilhantes, fazia-me doer o estómago por tantas e tantas vezes com o seu jeito invulgar de quem por um lado sabe o que faz, mas que pelo outro ainda se admira com a capacidade que tem de fazer os outros tão contentes.

Hoje estou triste, sinto que perdi um amigo de sempre. O António abandonou-nos á umas horas atrás. Até um dia!


terça-feira, 27 de julho de 2010

Formula 1

"Yepieeeee!!! Papá me compró este trofeo"
Este fim de semana percebi o porquê de não assistir a uma corrida de formula 1 á uns bons 15 anos - aquilo tem mais batota que as corridas de bicicletas.
Então ia o Filipe Massa quase a cortar a meta em primeiro quando o team manager da ferrari diz-lhe por rádio para encostar e deixar o espanhol ganhar... Wuhuuu, grande vitória para o Alonso, sim senhor, muito bem! clap! clap!

Esqueceu-se a equipa italiana de que este grande prémio da alemanha era o primeiro em que as transmissões de rádio eram abertamente disponíveis para as televisões, e durante algum tempo tentaram manter a farsa dizendo que o brasileiro enganou-se e meteu 3 marchas seguidas, e o Alonso aproveitou... Pena para eles que milhões de telespectadores á volta do mundo ouviram exactamente, palavra a palavra o que Alonso se queixou ao chefinho (que Felipe Massa não o deixava passar) e como o chefinho Rob Smedley disse ao Massa para esquecer a corrida.

Quando perceberam a porcaria que tinham feito, em vez de fazer um mea culpa e assumir alguma coisa da trapalhada que tinham feito, acusaram os que lhes apontaram o dedo de hipocrisia, de que combinar resultados entre equipas (apesar de ser abertamente contra as leis da competição, e do ponto de vista desportivo... ridículo) é uma coisa que sempre existiu na F1 e que sempre existirá... bom saber disso!

Querem hipocrisia? E que tal andarem sozinhos nas pistas, sem publico sem nada? Ia ser porreiro, tipo amigos a se juntarem para umas corriditas de fim de semana, em que se queima muito pneu e se torra muito dinheiro.

É interessante saber que no que toca a ganhar, na Formula 1 não se olham a meios para atingir os fins. É uma questão de tempo até o castelo ruir. Por mim, prefiro ver o nosso campeonatozinho da treta onde se compram árbitros com err... fruta. É mais honesto assim.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A verdade acerca dos cursos universitários


Do meu, pelo menos...

Mulheres

Sou um profundo admirador de mulheres.

Bela forma de começar um post, hein? O estimado leitor deve estar agora a pensar "hummm, rebarbado!!!, deves mandar poucos bitaites as moças que passam na rua!" mas não senhor, não sou desse estilo.

A verdade é que sempre cresci em torno de mulheres, e são elas a grande maioria das meus exemplos de vida. A minha mãe era a pessoa mais forte do mundo, e não havia nada que nos acontecesse enquanto ela estivesse por perto, por mais cobarde que fosse o marido, por mais ruim que fosse o emprego, por mais negra que parecesse a vida. Conseguiu criar dois filhos, aturar um marido, gerir uma família, resistir a uma doença, e sempre com um sorriso nos lábios. A minha mãe é a minha heroína e sempre há de ser, não há volta a dar.
Outra inegável verdade é que também todos os modelos masculinos da minha infância eram uma cambada de preguiçosos imprestáveis e ignorantes, á excepção do meu querido avô materno, que mesmo sendo a excelente pessoa que era (e eu adorava-o e vou sentir para sempre a sua falta) não deixava de ser um cobarde que em vez de enfrentar os seus problemas recorria mais vezes do que devia ao copo de vinho.
Nenhuma mulher da minha família algum dia foi de virar a cara á luta, trabalhava de sol a sol para poder dar conforto aos seus filhos, e agradecia a Deus por mais um dia em que eles tivessem saúde. Em todas as ocasiões o excesso de trabalho, a dedicação aos outros significou um detrimento irremediável dos seus próprios objectivos pessoais, mas sempre em favor de valores mais altos, e orgulho-me de dizê-lo, que em tantas ocasiões, eu fui um dos valores mais altos, e isso me alegra profundamente.

Devo ás mulheres da minha família materna a minha educação e todos os principios em que acredito e pelos quais me rejo.

A esmagadora maioria das minhas melhores amizades são mulheres, e muitas vezes ponho-me a pensar no porquê disso - porque se calhar a parte do corpo na qual eu prefiro que me toquem é o cérebro, e porque verdadeiras amizades, tal como verdadeiros amores, só existem quando há uma boa dose de admiração pela outra pessoa.

Tenho a honra de ter na minha vida imensas mulheres que todos os dias me enriquecem mais um bocadinho, com a sua nobreza, com a sua coragem, com a sua sensibilidade e com o seu carinho. Gente que não vira as costas á luta e que não se deixa ir abaixo perante as maiores adversidades, sejam ela quaisquer que sejam - e encontram todos os dias uma razão para se levantarem da cama, porem-se bonitas e enfrentarem a vida de frente.

"Não peço por um fardo menos pesado, mas sim por ombros mais largos"



Esta é uma das minhas musicas preferidas, recuperada da minha memória e quase esquecida durante anos.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

¡¡¡Campeones, campeones!!!

Os espanhóis são como aqueles nossos vizinhos chatos que estão sempre a fazer barulho no prédio, que não nos deixam dormir quando temos que acordar cedo no outro dia e que muitas vezes não nos apetece deixar a porta do elevador para que subam connosco. Ainda assim, volta e meia vêm nos convidar para a festa ou dão-nos um bocadinho de bolo de aniversário. A verdade é que são e vão ser sempre nossos vizinhos e vamos ter que gramar com eles quer queiramos quer não.

Por isso, é de bom vizinho dar os parabéns por um feito histórico notável. São campeões do mundo e têm muito mérito nisso.

Parabéns a la roja!