sexta-feira, 30 de abril de 2010

Post sobre bola

Anda em alta por estes dias o fabuloso mundo da bola, e como o pasquim é um sítio de actualidade, não podia a direcção editorial deixar passar este momento, portanto aqui vai um post sobre bola, ao jeito de uma abertura editorial de um qualquer vitor santos aí da vida.

Inter x Barcelona:

Os espanhóis são uns chatos do caraças em muita coisa, e no que toca a futebol irritam que se farta. Ah porque têm o melhor jogador do mundo, a melhor liga do mundo, o melhor clube do mundo, e a maior puta da mania do mundo, podem ter a certeza... daí que tenha sido absolutamente delicioso ver o correctivo que "Il speciale" mandou na equipa blaugrana (ou azul e vermelha, para quem não entende catalão). A verdade é que o Mourinho é um gajo um bocado... chato. Não curtia o homem quando estava por estas bandas a não treinar o meu glorioso. A verdade é que o homem irrita que se farta com o seu ego gigantesco (que acaba por ser justificado, convenhamos) por isso é que o homem deve treinar lá fora, irritar espanhóis, italianos e ingleses. Eles que saboreiem o fel que lhes é servido por um treinador que vem lá do país do terceiro mundo.

porto x Benfica:

Adoro a cidade e os portuenses, tenho lá gente que me está e vai ficar para sempre no coração. Não curto o clube nem pintado de ouro, lamento. Têm uma cultura de clube de terriola que me irrita solenemete, fomentam a briguinha, tresandam a vigarice. Neste campeonato não foram mais que uma sombra do que fizeram Benfica e Braga, e os 11 pontos que hoje levam de atraso são apenas sinónimo disso, da vossa inépcia nas 4 linhas. Saber perder também é uma coisa bonita (grande guardiola ontem) e ficava-vos bem se disso tivessem alguma noção. Correndo o risco de levar um tiro num destes dias depois de passar os carvalhos a caminho de peruzinho, vamos sim festejar nas antas o título e vai saber ainda melhor, vai ser ouro sobre... azul :)

Como começou esta crise

Toda a gente sabe que o país está na merda, mas a maior parte não sabe bem porquê. Os jornais, sejam televisivos, escritos ou falados pouco fazem para explicar as coisas, e normalmente estão mais preocupados em fomentar a guerrilha política entre laranjas, rosas e afins, do que própriamente esclarecer o seu público, por isso é muito fácil saber que o sócrates discorda do marcelo que por sua vez discorda do louçã que discorda do velhote do pcp que por sua vez discorda de todos... agora, em que base e sobre o que raio é que discordam?... não se sabe bem.
Para isso existe a internet e um monte de gente que sabe acerca de todo o tipo de coisas possíveis e imaginárias e que é mais do que feliz por explicá-as aos leigos, e que mesmo tendo opiniões tendenciosas (todos as temos) não têm agendas políticas ou económicas definidas, daí que é facil ler sobre o que cada um dos lados opostos acham e tirar daí as suas conclusões.

Este vídeo, da autoria de Jonathan Jarvis explica muito sucintamente como começou a esta porcaria toda e quem afinal nos meteu nela. Se tem razão? Tirem as vossas conclusões por vós próprios.

The Crisis of Credit Visualized from Jonathan Jarvis on Vimeo.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Movimento Fãs da Madeira

Na quarta-feira passada a Jonas, sabendo de antemão que eu sou madeirense, feio aqui ao meu estaminé para me mostrar o "Movimento Fãs da Madeira" e pedíu-me para divulgá-lo.
Nesse dia estive demasiado ocupado a... ir de facto para a Madeira, por isso aqui fica como prometido.


O site está em http://fasdamadeira.sapo.pt e é um projecto idealizado por Filipe Santos Costa, outro madeirense expatriado e jornalista do Expresso que achou por bem mexer uns pauzinhos e fazer qualquer coisa pela terra. O projecto teve uma larga aceitação tanto por parte das celebridades que foram contactadas para promovê-lo como por parte da malta aqui do Sapo, que acabou fazendo o site de suporte ao projecto, e ele lá está online, bonito! :)

Por isso, façam lá o favor de visitá-lo, de dizer qual a razão para irem de férias á madeira (há milhentas, eu sei) e finalmente divulguem. A causa é nobre, e para quem nunca lá foi, é um lembrete:

Ninguém é realmente feliz sem ter visitado a Madeira! :)

A verdade é que apenas 7 semanas depois do fatídico dia 20 de Fevereiro, a cidade fo Funchal está um "brinquinho" como nós costumamos dizer. Os madeirenses meteram mãos á obra e trataram de reconstruir a cidade em tempo recorde. Porque afinal de contas, como uma pessoa muito querida minha costuma dizer "Se não vai, empurra-se". Não vale a pena andar a chorar desgraças, e olhar para a minha cidade hoje, enche-me de orgulho.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Voar

Andar de avião provoca-me arrepios. Adoro o facto de poder andar a 30 mil pés de altitude a 900 e tantos km's por hora. A paisagem que se vislumbra agora pela janela do meu 26F é qualquer coisa de fantástico... ver o sol se por no oeste ás oito e meia da noite, sobre o mar calmo azul-cinzento. Há 100 anos atrás isto seria uma experiência mistica, uma espécie de ida á lua nos tempos actuais.
A parte chata de andar de avião é a minha cabeça. Sou uma pessoa que mais vezes do que menos pensa demasiado, e isso chateia. Não consigo parar o fluxo de ideias que me passa pela cabeça e não poucas vezes fico agoniado. Sento-me aqui na parte de trás do avião e tenho dois ingleses balofos sentados nos assentos D e E. O que é que isso me faz pensar? - Fácil, como que raio é que eu vou fugir daqui se isto der pro torto. Mal me sento no avião busco imediatamente as saídas de emergência, conto o numero de cadeiras que tenho que percorrer até chegar lá, para trás e para a frente, não vá uma ficar bloqueada. O avião começa o rollout e eu verifico se os flaps estão em posição, tento estimar quando chegaremos á velocidade de rotação, 10 segundos depois digo na minha cabeça: "gear up".
Sim, é uma mistura de demasiado tempo a jogar flight simulator e muuitas horas a andar para cá e para lá, da ilha para o mundo. Queria ser totalmente despreocupado e apenas curtir a vista que se tem daqui de cima, mas infelizmente a chegada é sempre o alívio para esta 1h40m de apreensão.

A estrela polar já está ali, a indicar o fim do azul e o começo do amarelo, num degradé celestial.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Efeméride

neliomobile Mk1
Hoje faz 10 anos que tirei a minha carta de condução. Finalmente tinha juntado uns trocos a montar computadores na fatech em braga e a montar umas redes na santa casa da misericórdia de amares que me permitiram dar cento e tal contos pela carta de condução. Sim, ainda se contava dinheiro em contos (se bem que eu era mais escudos).
Andava a ter aulas num opel corsa B com já uns anos, que tinha uma direcção dura que se fartava. Uma cor horrorosa, um roxo esquisito que devia estar em promoção lá no concessionário. Fiquei muito feliz, a primeira pessoa a quem liguei foi á minha mãe - havia tanta gente a quem queria dar a notícia, afinal tirar a carta é como que mais uma das etapas que tinhas que passar para te "tornares homem", e sabia o quanto era especial que fosse a ela que lhe dissesse primeiro. Senti uma alegria imensa na voz dela, apesar de tudo o que se passava na altura, e isso é uma coisa que nunca me vou esquecer. Depois gastei todo o crédito que tinha no telemóvel, a ligar para toda a gente na madeira a dar a boa nova. Olhando para trás, tirar carta nem é assim um momento de glória como parece na altura, mas acho que estava a precisar de um impulso para qualquer coisa na minha vida. Menos de um mês depois as coisas acabavam por se complicar e esse ano acabou por ser sem sombra de dúvida o pior ano da minha vida.

Fica a carta, o carrito que compraria uns meses mais tarde, alguns muito bons momentos para recordar e amigos que fiz para a vida inteira nesse ano.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lembranças tristes

Já que estamos a falar de vigaristas...

Por um mero acaso acabo de tropeçar no perfil do linkedin de um ex-professor meu de faculdade, uma criatura detestável e cuja mera lembrança traz-me um arrepio na espinha e uma vontade enorme de pegar num bastão de baseball e apanhar um autocarro para o norte...

Sempre pensei que no dia em que tivesse a porcaria do canudo na mão, ia bater de porta em porta no departamento de informática e dizer meia dúzia de coisas a meia dúzia de energúmenos (auto-proclamados professores), mas entretanto o tempo vai passando e a revolta esmorece. Mas um dia destes quem sabe, volto lá e vou "tomar café" com algum deles, daqueles que me lixaram por tantas vezes a vida quando deviam ter me ensinado alguma coisa de jeito e preparado para a vida "cá fora", afinal de contas era para isso (pensava eu) que lhes pagava um monte de dinheiro em propinas todos os anos. Pagava-lhes propinas porque era parvo, se queria voluntariamente levar porrada ia para o exercito, não para ali. Tirar aquele curso foi um exercício de paciência e auto-controle muito mais do que receber formação de jeito.

Entretanto lá vão eles continuando a fazer negra a vida de umas tantas centenas de alunos, ensinando parvoíces que ninguém no mundo real de facto quer saber - ou empregar alguém que saiba - e gastando o dinheiro dos contribuintes em investigações absurdas que não lembram ao menino jesus.

Um dia publico aqui algumas considerações sobre a bela da minha faculdade, lindo curso e santos professores, um dia em que esteja mais mal disposto.

Este post vai sem imagem, já que o que me apetecia era colocar a bela da montra do tal animal, mas se calhar é melhor não...

Note to self: melhorar o tom deste blog, o humor está a ficar negro.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Políticos II

Ainda no seguimento do post anterior, não podia deixar de falar do esquema dos submarinos.
Num momento em que chamar alguém de político é o pior dos insultos, tendo em conta toda a podridão que tem transpirado dessa classe, eis que sabemos que o Sr. Paulo Portas, que vive cascando no eixo ps/psd quer seja governo quer não, chamando para si todos os valores e todas as virtudes quando se trata de enfrentar a má gestão do país, é ele próprio mais um usurpador. Então não é que durante o pouco tempo em que fez parte do governo de coligação de Durão Barroso, e conseguiu ser ministro da defesa, tratou de ganhar uns trocos valentes á custa de um negócio que se constataria corrupto e ruinoso para os cofres do estado.

Boa Paulinho, podias ter aproveitado o pouco tempo que foste ministro para fazeres algo de jeito pelo país, mas sucumbindo á velha máxima, não conseguiste olhar para o dinheiro e não lhe deitar a mão - afinal de contas foi a aproveitar a oportunidade de uma vida, já que dificilmente serás ministro noutro qualquer contexto.

Ah, e Durão Barroso já veio dizer que não teve nada a ver com o negócio e que a responsabilidade era apenas do ministério da defesa... como se alguém acreditasse que um negócio de 900 milhões de euros, que ia causar um rombo imenso no orçamento do estado por mais de uma década, ia ser definido sem o conhecimento do primeiro ministro. Dizer que de nada sabia é passar a si próprio um imenso atestado de incompetência, e eu não acredito que o seja.

Eu ainda espero que os políticos honestos, se é que os há, venham a praça pública se defender, assim não está fácil.

Políticos I

António Mexia, director executivo da EDP, aufere de uma remuneração mais alta do que Steve Jobs e Steve Ballmer, directores executivos da Apple e Microsoft, empresas infinitamente mais rentáveis e mais valiosas que a nossa pequena empresa de electricidade, que opera em regime de quase monopólio, e cuja maior parte dos lucros deriva directamente dos bolsos dos seus consumidores - o povo português.

Só este parágrafo deverá ser o suficiente para detectar mais uma tramóia. Mais um boy for the job colocado pelo poder político para sacar uns milhões ao erário público. Infelizmente é tudo feito ás claras e tudo aceite e acaba por ser inevitável pensar que os benefícios fiscais que são retirados ás classes média e baixa acabam por servir para pagar a estes meninos, que nada de melhor têm que apresentar como currículo do que serem exímios lambedores de cús.

Proponho pagarmos o mesmo ao Steve Jobs para vir dirigir a nossa EDP, que acham? É bom negócio para ele porque fica a ganhar mais, e para nós, já que arranjamos um génio empresarial a trabalhar para nós, pelo mesmo preço que pagamos a um... político.