quarta-feira, 31 de março de 2010

de tragédias e de estradas



Morre-se demasiado na estrada. Morrer na estrada é morrer por razão nenhuma. Morre-se porque se exagerou quando se podia ter tido bom senso. Morre-se porque se excedeu os limites... de velocidade, de álcool, de confiança, de inteligência, de bom senso.

Falo em meu demérito. Apesar de por norma não exceder limites de velocidade (obrigado ao 2º sargento Catalão da Brigada de Trânsito, pela multa na A5 á 2 anos atrás) e de nunca beber quando conduzo (o saco cama que viaja na minha bagageira dá sempre jeito nestas alturas), sou um stressado do caraças na estrada, tenho que admiti-lo. Atrasados mentais ao volante mexem-me com os nervos, e por vezes não consigo me controlar, enervo-me e acabo por responder verbalmente ou com agressividade na condução - coisa que não me traz rigorosamente nenhum proveito.

Anormais na estrada sempre vão existir, e eu não tenho nenhum poder pedagógico sobre ninguém. Volta e meia pôem em causa a minha integridade física, por agirem imprudentemente na estrada ou por andarem drogados ou bêbados quando deviam estar a fazer outra coisa... mas contra isso apenas posso rezar para que se espetem sozinhos á noite contra um poste, e que não prejudiquem ninguém enquanto o fazem.

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