sexta-feira, 17 de julho de 2009

Nélio Mendonça

Foi graças a este senhor que eu tive o meu nome.
Não é um nome particularmente bonito, eu sei, mas o meu pai tinha este dom para dar nomes á malta (o meu irmão esteve para se chamar Zélio - muito tem que agradecer á comissão de protesto familiar que se gerou por ter tido um nome menos mau), adiante...
Viviamos o fim da década de 70, o meu pai - nacionalista ferrenho (para os incontinentes: adepto doente do Nacional da Madeira), achou de homenagear o então presidente do seu clube dando-me o seu nome. Entre Eusébios e Colunas, até nem foi assim tão mau.
Habituei-me desde criança a olhar para este senhor - dirigente desportivo, médico e político - com bastante respeito. Era uma figura serena, que transmitia uma confiança inabalável. Apertei-lhe a mão uma vez em 1988 na altura que o Nacional estava para subir á primeira divisão. Um autentico gentleman, coisa rara, no panorâma político regional.
Foi com algum pesar que soube do seu falecimento, na segunda feira passada. Paz á sua alma.

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