segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vasco Granja


Foi como perder um velho amigo, alguém que me acompanhou pela infância, que me contou histórias, que me fez rir e sonhar. Aquele sorriso - com que nos dava as boas vindas ao programa, nos dias da semana á tarde, que era a hora em que podiamos ver desenhos animados - aquele sorriso com que dizia "E agora..." ao apresentar os filmes, a calma com que falava a descrever os desenhos animados, como se fosse um avô a calmamente explicar uma história... vão ficar comigo para sempre.

Um grande abraço, Vasco - a infância de várias gerações foi mais alegre por sua causa.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vitinho


Ainda sei esta música de cor :)

Por alguma razão, ouvir esta música fez-me lembrar o meu pijama e as meias de tricôt que a minha mãe me fazia.

Let's do it!



Acho que podemos tomar isto como exemplo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Abriram as portas do inferno

Ok, admito que foi um bocado estúpido da minha parte, com tanta praia aqui por perto, fui-me enfiar logo no tamariz. E aquilo estava tão carregado de gente, que a única hipótese que tive para ir ao mar, foi quando um tipo se afogou foi arrastado para o areal, atraíndo logo a atenção de centenas de pessoas que o rodearam (isso, é mesmo isso que se deve fazer...) e aí abriram alas para que eu pudesse ir ao mar.

É oficial, nunca vi tanta mulher feia por metro quadrado, saí de lá quase em estado de depressão profunda.

Preciso limpar a vista, urgentemente!

sábado, 18 de julho de 2009

Exame nacional de matemática do 12º Ano

Apesar da Sociedade Portuguesa de Matemática criticar "duas das questões do exame de Matemática A do 12º ano", por serem dúbias e induzirem em erro, já vieram também a praça pública afirmar que este último exame teve um grau de dificuldade "mais elevado do que o da primeira fase, pelo que é mais apropriado à exigência que deveria existir neste grau de escolaridade".

De facto, Deus nos livre que os exames sejam mais fáceis!! E induzir em erro e fazer perguntas dúbias nada é mais do que preparar os alunos para a coça infernal que vão apanhar quando chegarem á universidade - onde aí sim - vão se deparar com os verdadeiros carniceiros, que lhes vão chumbar como se não houvesse amanhã.

Se fosse para mais de metade dos alunos passarem, acabava-se todo aquele glamour que rodeia os professores de matemática, que os tornam os seres mais apetecíveis aos olhos do sexo oposto, mais até que os operários dos talhos, e que os funcionários das repartições de finanças.

Há que chumbar meus senhores, CHUMBAR!!

Ah, e nada de avaliar os professores, esses são seres perfeitos e impolutos, incapazes de qualquer acto de injustiça ou de parcialidade. Acho que era de acabar com a magistratura e colocar professores no lugar...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Carinhoso



Bonita esta música. Uma homenagem ao meu país (não natal) preferido, e ás pessoas que me fazem sentir esta música minha.

Inevitável...

Sempre que penso em ir á minha terra e vou tentar ver as tarifas de avião, invariávelmente apetece-me espancar alguém...

Aos senhores que orquestraram esta "liberalização" dos transportes aéreos entre a madeira e o continente, o meu respeitoso:

Vão para a p*** que vos paríu!

Nélio Mendonça

Foi graças a este senhor que eu tive o meu nome.
Não é um nome particularmente bonito, eu sei, mas o meu pai tinha este dom para dar nomes á malta (o meu irmão esteve para se chamar Zélio - muito tem que agradecer á comissão de protesto familiar que se gerou por ter tido um nome menos mau), adiante...
Viviamos o fim da década de 70, o meu pai - nacionalista ferrenho (para os incontinentes: adepto doente do Nacional da Madeira), achou de homenagear o então presidente do seu clube dando-me o seu nome. Entre Eusébios e Colunas, até nem foi assim tão mau.
Habituei-me desde criança a olhar para este senhor - dirigente desportivo, médico e político - com bastante respeito. Era uma figura serena, que transmitia uma confiança inabalável. Apertei-lhe a mão uma vez em 1988 na altura que o Nacional estava para subir á primeira divisão. Um autentico gentleman, coisa rara, no panorâma político regional.
Foi com algum pesar que soube do seu falecimento, na segunda feira passada. Paz á sua alma.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Homem na Lua - 40 Anos

Uns dizem que sim, outros dizem que foi uma palhaçada encenada pelos americanos. Não sei, acho que pertenço ao grupo de pessoas que acham tudo um bocado estranho, não por não achar possível aterrar-se na lua - hoje em dia - agora... á quarenta anos atrás??

Seja lá como for, é bom saber que há coisas que continuam iguais, as Honduras continuam na merda.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Post sobre professores, exames e afins


Pergunta B do grupo 1 do exame nacional de Português B de 12º Ano (Segundo o público)
“Comente a opinião a seguir transcrita [da autoria de António Mega Ferreira], sobre a teoria do fingimento poético em Pessoa ortónimo, referindo-se a poemas relevantes para o tema em análise. “É na poesia ortónima que o Pessoa 'restante', o que não cabe nos heterónimos laboriosamente inventados, se afirma e 'normaliza': é então que ele 'faz' de si e os seus poemas são 'chaves' para compreender o seu extraordinário universo literário”

WTF?! A sério!! Que ganza estragada é que o Mega Ferreira andou a fumar antes de escrever isto? E que demente é que achou que isto era coisa para se meter num exame de português B? Lá no ministério devem-se ter rido á gargalhada com isto, consigo imaginar: "E se metessemos um excerto do Mega Ferreira, isso é que era!! MUWAHAHAHAHA MUWAHAHAHAHA!!!!"... ok, agora sem brincadeiras, eu sei que lá nas mentes doentes dos docentes que fazem as provas, isto faz todo o sentido, eu tenho quase a certeza de que eles não se riem como o Dr. Evil.

E anda tudo á bulha agora, ministério contra comunicação social, professores contra ministério, comunicação social contra professores...
Os alunos, naturalmente e como sempre foi, não passam de peões nas jogatanas dos players mais fortes - e diga-se - são-o muito justificadamente, afinal:

- A maior parte deles fala e age como se fossem miúdos de 17 anos;
- Só querem saber de amigos, festas e miúdas.
- Tão doidos para ir de férias e ir para a praia.
- Desatinam estudar.

tss, tss - os patifes!

Os professores, furibundos, usam-os para arremessar pedras contra o ministério. O ministério, usa-os para culpar os professores e a comunicação social, e estes ultimos fazem uma festa e vendem jornais e publicidade com temas "quentes" sobre (mau ?) ensino que temos cá na terra.

E os alunos fodem-se, como sempre aconteceu - mas é uma fodinha pequenita e quase indolor. Daqui a 2 semanas repetem e os profes já os safam, o ministério vai lhes dar um rebuçado para aliviar a dor (e as estatísticas). Os que não conseguiram este ano, ficam mais um ano de molho e tentam para o ano, ainda são novos, não há problema - e eles esquecem, entram para a universidade (muitos para cursos de ensino) fazem 3+2 anos de faculdade, uns tornam-se elementos activos na sociedade, outros engrossam as fileiras do desemprego, uns tornam-se políticos, e finalmente há-os que terminam cursos de ensino, não vão para o desemprego e tornam-se iguais aos que agora lá estão.

Não me interpretem mal, não é nada pessoal contra os professores, eu até tive uns... 5 ou 6 na minha vida toda que me influenciaram positivamente.

Um dia destes coloco aqui no pasquim um post a detalhar o meu... carinho - digamos assim - por essa muy nobre classe.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Onde é que está a merda da ironia?

Morreu Robert McNamara, antigo secretário de estado norte-americano, cujo nome para sempre ficará manchado pelo sangue dos milhões de mortos da guerra do Vietname, pela escalada dos conflitos com Cuba e com a União Soviética, e pela caça ás bruxas contra os supostos "comunistas" dentro dos estados unidos.

Morreu de velho, em casa, aos 93 anos, na sua cama, pacificamente durante o sono. Não estava doente, não sofria de nada... simplesmente alguém achou que tava na hora do gajo... tanta gente boa que morre sem sentido, e há tanto filho da puta a morrer de velho.

Só tenho uma coisa a dizer: merda para isto.