sexta-feira, 15 de maio de 2009

Anjos e Demónios


Ainda estou a tentar descobrir o que é que eu realmente achei do filme, acho que fui para a sala de cinema com espectativas demasiado altas e acabou por saber demasiado a pouco.
Confesso que pertenço áquela rara faixa da população mundial que não leu nenhum dos livros, não por não ter tempo, não por não ter oportunidade, mas se calhar porque sou simplesmente pregiçoso no que toca á leitura fora do ecrã do computador e acho sempre qualquer coisa melhor para fazer. E sim, eu vejo televisão. Se calhar é uma vergonha eu admitir isso, já que é tão em voga dizer-se que se devora 3 e 4 livros por mês, mas eu não... lamento. O 1984 do George Orwell já está ali na prateleira meio lido desde que deixei de usar a linha de sintra para me deslocar para o trabalho, e já vão uns anos...
... daí que não saiba á partida o que é que vou encontrar nem tenha um termo de comparação para saber se os filmes são melhores ou piores do quê...

Adiante, vamos ao filme.
Confesso que a coisa que mais gosto em ambos os filmes, é a banda sonora. A criação de Hans Zimmer é absolutamente... como dizem os ingleses: breathtaking. Toda aquela sequencia final do Código DaVinci em que os segredos se vão desvendando uns atrás dos outros, ao som da Chevaliers de Sangreal arrepia-me a espinha, e dá toda uma magnitude ao filme que de outra forma nunca teria. Relativamente a esta sequela, faz muito pouco uso de uma banda sonora que até já estava criada, que bastava fazer um remixing de uma ou outra música aqui para que o resultado fosse bom. Fizeram mal, quanto a mim.

O argumento do Anjos e Demónios está um bocado exagerado em relação à sua noção de realidade, se assim o podemos dizer. Se o Código DaVinci nos proponha uma alternativa ao que a igreja católica nos tinha ensinado em dois mil anos, e até soava a possível, o argumento por detrás deste novo filme não descola do "mero" romance ficcional. Achei mal. O filme dá demasiadas pistas quanto ao epílogo, e achei que não está tão "negro" o suficiente.

Quanto á fotografia, nada a assinalar. Fiquei muito feliz por rever num filme, se calhar de uma forma até mais bonita que ao vivo, a cidade de roma, por onde andei a passear á uns tempos atrás. Todos os marcos estão lá, o Coliseu, a Basílica de São Pedro, o Panteão... fez-me lembrar o quão linda a cidade é (não mostra a bagunça que por lá reina, graças a Deus!). Acho que é um cartão de visita excelente para a cidade.

Finalmente, achei mal que a Audrey Tautou não tenha entrado neste, faltou-lhe um bocado o elemento giro, se bem que a Ayelet Zurer até se safa muito bem, passa perfeitamente por italiana (para quem é israelita) e está *n* jeitosa, para quem está quase a virar quarentona. Mas pronto, cruxifiquem-me, mas a amelie... ahamm, Audrey é qualquer coisa.

Veredicto final: Vão lá ver o dito, vale os 6 euros do bilhete, sim senhor.
Conselho: fiquem a ouvir o genérico do filme quando toda a gente estiver a ir embora.

post scriptum: Á luz de recentes eventos, comentários a criticar o meu uso de acentos (ou falta dele) serão censurados, ou pelo menos serão levemente reprimidos. :)

2 comentários:

Mafalda disse...

recuso me a ler este post :)
uma pessoa vai para lisboa nos proximos dias e tu nao podias esperar para ver este filme ...nao ...tinhas que ir logo no dia de estreia ate parece que para a semana o filme nem estava ai ......grrrrrrrrrrr...
hummmmmmmmmm ...por isso ate ver o filme nao leio este post....e nem penses k me subornas com convites para ir ver star trek ou afins :)))))))


*****

Minha louca vida disse...

Olá, Amigo!!! Eu li li o livro 4 e não gostei muito. O escritor é bom, mas não gosto dessas histórias de mocinhos e vilões. Por isso ainda estou decidindo se vejo ou não o filme. Aqui o bilhte custa um bocadinho mais caro. Em relação ao 1984, esse já tentei 2 vezes e nunca chego ao final.Paciência!!!