quarta-feira, 27 de maio de 2009

O grandessíssimo energúmeno...

... que teve a displicência de assinar esta sentença, que responde pelo nome de Dr. Gouveia Bastos, e tem o ordenado pago pelos impostos de nós, portugueses, tem assistido televisão nos últimos dias?



Espero que sim. Que lhe sirva para alguma coisa, porque áquela menina de 6 anos já pouco podemos fazer.
Resta esperar que a justiça russa esteja atenta, já que a "nossa" faz destas atrocidades.

Só fico triste que casos como os da Joana ou da Vanessa, que perderam a vida, não tenham servido para rigorosamente nada.

Ás vezes apetece saír á rua com um pau...

energúmeno
s. m.
1. Pessoa dominada pelo demónio. = possesso
2. Fig. Pessoa que, dominada pela paixão, pratica desatinos.
3. Fanático intolerante.
4. Pessoa ignorante ou muito básica.

Eu aposto nas ultimas 2.

terça-feira, 26 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Varekai


Também já se vai tornando (felizmente, diga-se) um hábito o cirque du soleil vir cá a Lisboa uma vez por ano. Como não podia deixar de ser, fui vê-los no grand chapiteau, desta vez instalado no Parque Tejo.

Foi naturalmente um espetáculo brilhante, e valeu inteiramente o preço do bilhete (que não é para brincadeiras, principalmente devido "à tal crise").

Para quem viu o Quidam no ano passado, este Varekai deixa um bocadinho a desejar. Não é visualmente tão deslumbrante nem tecnicamente tão desafiador. Ainda assim merece uma estrondosa salva de palmas no final.

A não perder

edit: Encontrei uma galeria de fotos muito boa deste mesmo espetáculo nas fotos do sapo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Anjos e Demónios


Ainda estou a tentar descobrir o que é que eu realmente achei do filme, acho que fui para a sala de cinema com espectativas demasiado altas e acabou por saber demasiado a pouco.
Confesso que pertenço áquela rara faixa da população mundial que não leu nenhum dos livros, não por não ter tempo, não por não ter oportunidade, mas se calhar porque sou simplesmente pregiçoso no que toca á leitura fora do ecrã do computador e acho sempre qualquer coisa melhor para fazer. E sim, eu vejo televisão. Se calhar é uma vergonha eu admitir isso, já que é tão em voga dizer-se que se devora 3 e 4 livros por mês, mas eu não... lamento. O 1984 do George Orwell já está ali na prateleira meio lido desde que deixei de usar a linha de sintra para me deslocar para o trabalho, e já vão uns anos...
... daí que não saiba á partida o que é que vou encontrar nem tenha um termo de comparação para saber se os filmes são melhores ou piores do quê...

Adiante, vamos ao filme.
Confesso que a coisa que mais gosto em ambos os filmes, é a banda sonora. A criação de Hans Zimmer é absolutamente... como dizem os ingleses: breathtaking. Toda aquela sequencia final do Código DaVinci em que os segredos se vão desvendando uns atrás dos outros, ao som da Chevaliers de Sangreal arrepia-me a espinha, e dá toda uma magnitude ao filme que de outra forma nunca teria. Relativamente a esta sequela, faz muito pouco uso de uma banda sonora que até já estava criada, que bastava fazer um remixing de uma ou outra música aqui para que o resultado fosse bom. Fizeram mal, quanto a mim.

O argumento do Anjos e Demónios está um bocado exagerado em relação à sua noção de realidade, se assim o podemos dizer. Se o Código DaVinci nos proponha uma alternativa ao que a igreja católica nos tinha ensinado em dois mil anos, e até soava a possível, o argumento por detrás deste novo filme não descola do "mero" romance ficcional. Achei mal. O filme dá demasiadas pistas quanto ao epílogo, e achei que não está tão "negro" o suficiente.

Quanto á fotografia, nada a assinalar. Fiquei muito feliz por rever num filme, se calhar de uma forma até mais bonita que ao vivo, a cidade de roma, por onde andei a passear á uns tempos atrás. Todos os marcos estão lá, o Coliseu, a Basílica de São Pedro, o Panteão... fez-me lembrar o quão linda a cidade é (não mostra a bagunça que por lá reina, graças a Deus!). Acho que é um cartão de visita excelente para a cidade.

Finalmente, achei mal que a Audrey Tautou não tenha entrado neste, faltou-lhe um bocado o elemento giro, se bem que a Ayelet Zurer até se safa muito bem, passa perfeitamente por italiana (para quem é israelita) e está *n* jeitosa, para quem está quase a virar quarentona. Mas pronto, cruxifiquem-me, mas a amelie... ahamm, Audrey é qualquer coisa.

Veredicto final: Vão lá ver o dito, vale os 6 euros do bilhete, sim senhor.
Conselho: fiquem a ouvir o genérico do filme quando toda a gente estiver a ir embora.

post scriptum: Á luz de recentes eventos, comentários a criticar o meu uso de acentos (ou falta dele) serão censurados, ou pelo menos serão levemente reprimidos. :)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

... ainda acerca de nós e delas


"(...) a vontade dos homens quando querem estar com uma mulher [é] obrigatoriamente diferente da vontade de uma mulher em estar com um homem. Existirão muitas mulheres a abanar a cabeça neste parágrafo e a dizer que não, que não, mas vos garanto, que salvo raríssimas excepções, isto é verdade. Não é que vocês não tenham vontade – têm pois – mas mais facilmente um homem que está no Algarve diz " preciso de ver-te hoje" e mete-se no carro e acelera até Bragança, do que uma mulher em igualíssima situação. E o problema é que elas sabem disto."

Exerto vergonhosamente retirado do Blog do Alvim.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Pá, gosto!!



Chama-se "Gaivota" e é o single de lançamento do projecto "Amália Hoje".

Trata-se de reinventar os fádos de Amália Rodrigues, embrulhando-os numa sonorização actual. O projecto é liderado por Nuno Gonçalves dos Gift e conta com as vozes de Sónia Tavares (também ela dos Gift), Paulo Praça e de Fernando Ribeiro (vocalista dos Moonspell).

Desde a Rita Redshoes e do refactoring das músicas do Carlos Paião que eu não via algo tão excitante no panorama da música portuguêsa. Onde é que eu compro este disco?

terça-feira, 5 de maio de 2009

WTF??




Acerca do polémico "telecoms package" que vai a votação hoje, o deputado conservador inglês Malcolm Harbour, um dos elementos chave no movimento de aprovação do pacote de medidas, diz:


"You might choose to have a service-limited package; nobody has ever suggested that we have a general rule that if you buy an electronic communications service package you will have access to everything. That's like saying that if you have a bookshop you are legally obliged to stock every book."


Desculpem lá, fazer uma analogia entre um ISP e uma livraria quanto ao facto de uma e outra ter que fazer stock de informação, é a coisa mais ridícula que eu já ouvi na minha vida. Pior que isso, ter gente que quer fazer legislação sobre isto a dizer este tipo de barbaridade que expõe tão cruelmente a sua ignorância, é no mínimo assustador.

O excerto da entrevista com este palhaço deputado europeu, está aqui.

Mais informações sobre o infame "Telecoms Package" pode ser encontrada aqui.

O que os outros dizem sobre isto: aqui.