quarta-feira, 5 de novembro de 2008

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Era uma vez uma ilha plantada a meio do oceano, onde as flores são bonitas, as árvores verdes, e come-se espetada com milho frito e bolo do caco (e é bem bom).

O IVA é mais baixo, mas tudo é mais caro, a distância até ao continente é mais curta, mas a TAP cobra menos por uma viagem até á suécia do que até lá... faz sol e calor, mas a maior parte das pessoas vive triste.

Há um parlamento, mas ninguém percebe porquê, acho que aquilo tem mais de côrte monárquica (sim, onde toda a gente vai beijar o cú ao rei) do que hemicíclo legislativo.

No parlamento ás vezes há pessoal que diz coisas contra o poder instituido - não se sabe bem porquê, já que o poder é de facto instituido, enraizado e jamais vai saír dali, e os madeirenses coitados, nunca vão ter tomates para tirar o poder á nobreza que domina o território.

A unica saída para quem não se sente bem com o estado das coisas, é mesmo saír do território regional e procurar uma vida melhor noutro lugar, num lugar em que uma pessoa seja julgada pelo seu carácter e não pelo seu apelido ou prefixo, num lugar onde não se tenha que apenas andar de peito cheio ou de costas curvadas, onde se possa andar direito sem ter que passar por cima de ninguém.

Eu amo a minha terra, mas infelizmente a maior parte das coisas que leio sobre ela deixam-me triste.


Nunca esperei ver esta imagem na televisão, gravada no parlamento madeirense, mas hoje em dia já tudo é permitido, e pior... nem sei como comentá-la. Nem título consegui dar a este post...

O vídeo está aqui.

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