segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Francisca


Ao fim de 3 anos e uns trocados a viver sozinho, achei por bem finalmente ter um ser vivo (que não eu) a viver permanentemente lá em casa, e que terá o prazer de disfrutar mais da minha casa do que o gajo que paga a renda (eu).

É uma planta de água e é gira. Fica bem lá na sala. Pode ser que daqui a uns tempos, se a experiência correr bem (eu curtir a planta e vice-versa) seja tempo para algo mais rebuscado, um cacto, quem sabe...

Ah, e chamei-a de francisca, é um nome bonito para uma planta :)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Os maiores

Andava eu ainda a brincar com os meus legos, em frente á televisão da minha sala, e via na nossa querida RTP madeira esta série estranha de ingleses loucos com muitos desenhos animados á mistura, desenhos esses que pouco entendia e que não era bem aquela coisa que eu prezava mais ver na televisão. Ainda era na altura que o grande Vasco Granja entrava no ar ás 6 da tarde a colocar aqueles desenhos animados russos, polacos e checoslovacos (sim, a checoslováquia ainda era um país), e eu pouco entendia de ambos. Só bastante mais tarde, é que fui introduzido á comédia britânica, muito por obra da fabulosa série "Alô Alô" e da série de Rowan Atkinson e de Hugh Laurie - Blackadder, que me fazia doer a barriga de tanto rir. Aos poucos fui crescendo e me tornando mais inteligente (há quem diga que não :) ) e finalmente algures entre os meus 15 e 16 anos fui redescobrir aquela que é a pedra basilar da comédia, os Monty Python. A partir daí tornei-me fã incondicional, e coleccionador ávido de todos os bocadinhos da obra deles, uns mais conhecidos, outros menos famosos, uns hilariantes de tão brilhantes que eram, outros não menos hilariantes, mas a tresandar a parvoíce (ou LSD...).

Para as gerações mais novas que foram crescendo com atrocidades tais "Malucos do riso" ou outras cujo nome nem me atrevo dizer (a bem da verdade é a única que me lembro), ouvir o nome "Monty Python" ser pronunciado deve fazer surgir um misto de 1 - "Pfff, comediantes dos anos 70, que seca pá" ou 2 - "pera aí, se calhar até é giro".

Para a malta que respondeu (2), há uma grande novidade: Eles inauguraram nestes dias o canal do youtube dos Monty Python, e está lá uma selecção enorme de sketches, tanto com cenas dos filmes como com cenas das séries de televisão. O youtube já estava inundado de vídeos deles praticamente desde que foi criado, mas agora temos videos com um som irrepreensível (algumas das piadas são difícieis de perceber ás vezes sem um som como deve de ser) e com uma imagem de alta qualidade.

Tinha que forçosamente colocar um vídeo aqui embebido no post, e depois de muita reflexão (é muito difícil escolher um sketch preferido dos Monty Python) cheguei á conclusão de que deveria colocar aqui parte do sketch musical do filme "The meaning of life" em que eles fazem uma paródia absurda com a igreja católica e com a sua irredutibilidade em aceitar meios de contracepção.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sia

É assim que eu trabalho: á minha frente estão 3 monitores, um de 13", outro de 17" e ainda outro de 22" passo o dia todo a olhar para o maior desses enquanto um dos outros vai passando letras brancas a fundo preto, e outro tá constantemente a correr o last.fm, que atravez de uns auscultadores me possibilitam a total abstracção do mundo que me rodeia, e dá me uma soundtrack para o meu trabalho. A música que eu ouço tanto para trabalhar como para conduzir é básicamente do mesmo género: Moby, Karunesh, Kitaro, Lisa Gerrard, volta e meia um pouco de Vangelis, Amethistium, Max Richter, etc... Como tenho muita pouca música no trabalho, e basicamente tenho um desprezo intenso pelas rádios(*) deixo ao last.fm a tarefa de dar uma banda sonora ao meu dia de trabalho, e volta e meia descobrem-se verdadeiras pérolas.
Hoje foi o dia de ouvir coisas parecidas com Nouvelle Vague, e de repente surgiu uma coisa que me fez parar de trabalhar e forçou-me a ver imediatamente quem era que cantava assim tão brilhantemente.

Chama-se Sia, é australiana, e tem uma voz que me arrepia a espinha.



Não é a minha música preferida dela, a minha favorita é sem dúvida a cover que ela faz da "I go to sleep" dos The Kinks, numa clara demonstração que a reciclagem de músicas é mais do que positiva, é a todos os níveis necessária, imprescindível... por favor, dêm musicas a esta menina para ela cantar!!!!!!!!! Seja como for, optei por colocar esta "Lentil" para terem só um cheirinho. A "I go to sleep" merece que andem na net á procura dela, o que vai fazer com que também encontrem a versão original e as várias versões que se foram fazendo nos últimos 40 anos. Pelo meio vão encontrar as dos Pretenders, que é também fabulosa, tiro o meu chapéu... e depois vão encontrar.... *hick* a versão da Cher...

Ouçam, deliciem-se e se puderem, comprem o album, é baratinho (£6) e vale todo o dinheiro, até o último tostão: link para a amazon.

(*) Porque é que eu desprezo a rádio em portugal?!:
- Porque nunca me mostraram a Sia a cantar, bombardeiam-nos com Rihannas e Nellys, e Madonnas, e 50cents e porcarias infindáveis desse calibre. Para não falar no joão pedro pais, delfins e paulo gonzo, que devem aos portugueses uma overdose á pelo menos uma década.

Quanta honra



Segundo a SIC, eu tenho capacidade para influenciar o futuro, e pertenço ao grupo restrito dos 500 dos que que sabem ou mais prometem em termos de tecnologia informática e internet.
Obrigado á SIC, já tava na altura de me prestarem uma espécie de homenagem :D

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Codebits + flickr


snapshot gals 3, originally uploaded by Nélio.

Parece que a minha velhinha conta do flickr vai finalmente servir para alguma coisa...
Para quem dizia que é só nerds de 4 olhos gordos e quadrados, aqui está esta foto :)

"Novo" layout

Ganhando um bocadinho de vergonha na cara, e aproveitando a "boa influência" da horda de designers que este ano decidiu invadir o codebits, achei por bem alterar o template ridículamente default em vigor aqui no pasquim desde a sua criação. Não tá nada de especial, eu sei, mas eu não sou designer, por isso...

Codebits



Começou á pouco a edição de 2008 do codebits. A maior concentração de geeks por metro quadrado em portugal (era um bidão de gasolina e um fósforo.. :))

Não faltaram os m&m's :)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Para descontrair

Cheguei a casa hoje com a certeza que ia escrever qualquer coisa acerca do Alberto João Jardim ou sobre o goucha que quaaasssseee saíu do armário, ou até acerca da chuva de ovos em Fafe, ou quiçá dos professores que não querem beber do seu próprio "xarope"... mas então o meu irmão (que tem um magnífico portatil da e-escola desde ontem, e anda a navegar na internet feito doido) enviou-me isto...

Desculpem lá se parece daqueles emails que recebemos dos amigos chatos com ursinhos carinhosos e essas cenas, mas isto é fantástico, e esta menina é tão gira que derreteu-me o coração.

Chama-se Cleopatra Stratan e é natural da moldávia. Esta menina nasceu em 2002, filha de um músico moldavo, e lançou o seu primeiro album, La vârsta de trei ani em... 2006!!! Com 3 anos.

É a artista mais nova a ter gravado o seu próprio album e a ter cantado ao vivo em palco. Genial!

Aqui está o vídeo da música "Ghiţă"

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um verdadeiro cavalheiro


Há um velho ditado que diz "Dos derrotados não reza a história", mas neste caso, espero que a história reze deste derrotado.

Numa altura em que toda a gente fala do novo presidente eleito dos Estados Unidos da América, e com toda a razão, depois de uma noite histórica não só para aquele país mas para o mundo inteiro, e depois de uma longa e difícil campanha, em que eu próprio de uma maneira ou de outra acabei por participar, com vários posts até algo inflamados contra os republicanos e contra a estupidez generalizada do povo americano, decidi hoje falar sobre os perdedores.

Já conhecia o senador McCain desde que foi candidato derrotado das primárias americanas em 2000, e sempre tive boa impressão do homem. Há um facto inegável, o de ele ter sido prisioneiro de guerra durante 5 anos no vietname, de o terem posto na solitária durante anos, de o terem sujeito a tortura, mutilação, humilhação, mas... não é por aí que ele merece mais ou menos respeito, mas pelo facto de ter sobrevivido, reerguido e construido uma carreira política baseada em valores universais.
Vi várias entrevistas com ele, e até ao ponto em que se tornou candidato oficial pelo GOP ás eleições americanas sempre tive o maior respeito por ele. É uma pessoa acessível, que sabe ouvir e muito bem humorada, que em nada ficava mal na fotografia a entrar na casa branca. Pode se argumentar que ele tem uma esposa á qual só lhe faltava um cigarro com boquilha e uma capa feita de pelo de dálmata, mas o papel tradicional da primeira dama não é assim tão exigente, por isso...

Então porque é que ele perdeu? Porque cometeu o erro crasso de nomear uma Trigger Happy Hockey Mum para sua vice-presidente. No tabuleiro de xadrêz que é o mapa eleitoral americano, a Sarah Palin foi um cheque ao candidato democrata, dando ao John McCain aquilo que o GOP pensava ser o que lhe faltava para ser "um todo":

- Obama nomeou Joe Biden para ser seu vice porque tinha muito pouca experiência em política externa e porque precisava de certa forma de um democrata branco sénior com um discurso moderado para poder convencer toda uma faixa populacional culturalmente racista a votar nele, bem como os democratas mais conservadores.

- McCain nomeou Palin na tentativa de aproximar de si todo o eleitorado feminino que parecia apoiar Hillary Clinton, e ao mesmo tempo alegrar a base republicana de extrema direita religiosa, que é contra tudo o que é moderadamente moderno e é afecta á NRA.

O problema é que passado aquele período inicial de fascínio pela Sarah Palin (MILF effect) o mundo todo (e depois os americanos) começaram a perceber o quão perigoso era ter uma pessoa com o QI de um tijolo a concorrer para vice presidente, e nessa altura, a percentagem de repúblicanos moderados e inteligentes (que os há) começou a convergir cada vez mais para o lado democrata. Então sentindo-se encurralada, a máquina de campanha repúblicana começou a fazer aquilo que faz de melhor e que tão bem aprendeu com Karl Rove: começou com as mentiras, com as difamações e com o atirar de lama, mas num país cuja mentalidade evoluíu significativamente (mesmo que á força) nos últimos 8 anos, o resultado de todo este lavar de roupa suja pareceu ter atingido mais no pé dos repúblicanos do que o inverso, até porque o senador Obama nunca quis jogar esse jogo - e podia, com todas as gaffes da senadora Palin e com situações menos claras relativamente á relação de McCain com o mundo financeiro.

Ontem á noite, quando a FOX News começou a transmitir em directo os comícios de McCain, a noticiar eventuais fraudes eleitorais pelo país fora e a anúnciar a chegada da horda de advogados á cena, ficou claro que a eleição tinha ido definitivamente para Obama, e mesmo com a sucessão de resultados negativos, lá continuou com as suas tacticas manhosas, pondo Karl Rove quase como comentador de serviço ao longo da emissão.

Perderam, perderam feio, mesmo assim foram ao fundo sem glória nenhuma, foi feio. A única pessoa que se destacou e por isso aumentou o respeito que tenho por ele, foi John McCain.
Um verdadeiro cavalheiro, no seu discurso de concessão fez questão de dar os parabéns ao adversário, e mesmo com as vaias que se ouviam da plateia não se cansou de pedir ao seu eleitorado para se juntar em torno do novo presidente e tentar criar uma união nacional a partir dali, para que todos consigam passar por cima dos problemas graves que os estados unidos e o mundo em geral atravessam.

Foi pena John McCain estar no partido errado, com uma idade já demasiado avançada e com uma vice e uma máquina de campanha completamente deapropriadas. Fosse ele o vice de Obama e o futuro seria ainda mais promissor.

Foi provávelmente a última batalha eleitoral que este heroi de guerra de 72 anos travou, e foi pena que o seu país não o tivesse reconhecido mais cedo.

PS: Pode ser que tal como o meu amigo Champs também eu mude agora de opinião quanto a visitar a américa do norte.

(...)

Era uma vez uma ilha plantada a meio do oceano, onde as flores são bonitas, as árvores verdes, e come-se espetada com milho frito e bolo do caco (e é bem bom).

O IVA é mais baixo, mas tudo é mais caro, a distância até ao continente é mais curta, mas a TAP cobra menos por uma viagem até á suécia do que até lá... faz sol e calor, mas a maior parte das pessoas vive triste.

Há um parlamento, mas ninguém percebe porquê, acho que aquilo tem mais de côrte monárquica (sim, onde toda a gente vai beijar o cú ao rei) do que hemicíclo legislativo.

No parlamento ás vezes há pessoal que diz coisas contra o poder instituido - não se sabe bem porquê, já que o poder é de facto instituido, enraizado e jamais vai saír dali, e os madeirenses coitados, nunca vão ter tomates para tirar o poder á nobreza que domina o território.

A unica saída para quem não se sente bem com o estado das coisas, é mesmo saír do território regional e procurar uma vida melhor noutro lugar, num lugar em que uma pessoa seja julgada pelo seu carácter e não pelo seu apelido ou prefixo, num lugar onde não se tenha que apenas andar de peito cheio ou de costas curvadas, onde se possa andar direito sem ter que passar por cima de ninguém.

Eu amo a minha terra, mas infelizmente a maior parte das coisas que leio sobre ela deixam-me triste.


Nunca esperei ver esta imagem na televisão, gravada no parlamento madeirense, mas hoje em dia já tudo é permitido, e pior... nem sei como comentá-la. Nem título consegui dar a este post...

O vídeo está aqui.