sábado, 3 de maio de 2008

Campanha eleitoral á Zimbabué...



Aqui á uns dias, escrevi umas linhas aqui de como o povo do Zimbabué tinha dado uma lição ao mundo sobre democracia. Deu, de facto, saíu á rua, foi votar em peso e mostrou que não queria mais o tirano Robert Mugabe no poder. Infelizmente, um facto que é sobejamente conhecido é que na maior parte de Africa (tal como nos estados unidos, se analisarmos bem) o voto do povo não tem qualquer peso efectivo, e tudo se decide nos bastidores. As eleições só são livres quando o eleito é aquele que detém o maior poder, caso contrário é garantido um derramamento de sangue para repor a "normalidade". Apesar de ter perdido, o ainda presidente do Zimbabué conseguiu que o tribunal eleitoral daquele país forçasse uma segunda volta para decidir melhor quem é que ganhava, e agora entre discursos para alegrar ocidental anda o homem a comprar "material eleitoral" aos chineses para "lutar" pela segunda volta das eleições. Claro que os chineses estão se puramente nas tintas acerca de quanto sangue vai ser derramado com a mercadoria que vende. O Mugabe paga bem e paga a horas, o resto é história. Os americanos porventura não ganharam o negócio porque fizeram um preço maior, porque senão a campanha eleitoral seria feita com M-16's.
Acho que ninguém na europa anda a vender armas ao Mugabe, existe cá uma espécie de consciencia humanitária global, seja ela boa ou má, e vender armas a assassinos sanguinários não faz muito bem ás sondagens eleitorais.
Valha-nos Deus

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