quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A eterna disputa

Esta questão nunca será verdadeiramente respondida, a da diferença social entre mulheres e homens, principalmente no que se refere á discriminação entre os sexos no acesso a cargos de destaque. Cada um tem a sua opinião, eu tenho a minha, o leitor terá a sua, se calhar ambas são absurdamente divergentes, no entanto ambos temos razão ao mesmo tempo que não a temos.
Entretanto li um artigo de Srª. Helena Cronin, filósofa e docente do London School of Economics, que me surpreendeu por ter proposto um ponto de vista que se calhar nunca equacionei. Ela diz o seguinte no artigo:

"Eu pensava que o facto de haver mais homens em cargos de chefia era uma questão de diferenças médias entre homens e mulheres em termos de talentos, gostos e temperamentos inatos. Em termos de talentos: os homens têm um pensamento mais técnico, as mulheres mais verbal; de gostos: os homens interessam-se mais pelas coisas, as mulheres pelas pessoas; de temperamentos: os homens gostam mais de arriscar, as mulheres muito menos. Mas mudei de opinião. Não é uma questão de médias, mas sim de extremos. As mulheres concentram-se em redor da média, enquanto que entre os homens a variabilidade entre o melhor e o pior pode ser enorme. Portanto, é inevitável haver mais homens do que mulheres nos extremos do espectro - o que dá origem a um maior número de Prémios Nobel homens, mas também de homens estúpidos."

Não concordando necessáriamente com isso, mas acho que é motivo de reflexão. Quem quiser ler o artigo todo (aconselho) pode vê-lo aqui.

2 comentários:

Celina disse...

Sr eng,é do seu conhecimento as minhas discussões apaixonadas sobre a "guerra dos sexos"..sabemos, porque a psicologia e o senso comum nos dizem, que as difrenças entre sexos sempre existiram, existem e existirão... aliás notamos cada x mais uma tentativa de abolição dessas diferenças, com esforçosincomensuráveis, mas que acabam por ser ridiculos, porque a diferença que existe entre ambos os sexos não é necessáriamente má...o que eu penso é que a interpretação dessas diferenças é que está disfuncional, o que dá origem a desigualdades e injustiças... as características específicas de cada um dos sexos devem ser vistas como uma mais valia e serem lidas nao como handicaps ou pelo contrario vantagem sobre outrem... a sociedade penaliza o que considera mais "fraco", no sentido em que pode ser mais vulnerável, mais zsucpetível a emoções... e o estereótipo diz-nos o quê? que o sexo fraco é... certo!o elemento do sexo feminino... no entanto, caro maigo, começo a considerar cada x mais que isso é uma questão de PERSONALIDADE e não pelo facto de se pertencer a um ou outro género :) cada x mais a sociedade e nomeadamente as empresas devem avaliar as pessoas de forma imparcial, para além do sexo ;), aproveitando as suas acaracteristicas especificas, porque caro amigo, na diferença está o ganho ;)
quanto á opinião da senhora...cada um tem a sua e temos de a respeitar, mas não considero que os homens sejam mais ousados e as mulheres mais comedidas...lá está, depende..da perpectiva... os homens são mais agressivos, mais práticos, mais frontais, portanto mais visiveis ;) a mulher por seu lado é mais ardilosa, mais pragmática mas com estratégia, com discreção, com algum tacto... isto, no geral, porque analisando caso a caso isto não é assim tão linear! Quer para um quer para outro isto pode ser bom ou mau, pode ser bem aproveitado ou mal aproveitado... a ousadia, a capacidade de arriscar pode ser considerado sobretudo um traço de personalidade e muito menos um traço característico de um ou outro género...se não vejamos, quem foi mais ousado? adão ou eva? eva porque apanhou a maça, comeu e a deu a comer ou adão porque aceitou comê-la???
esta guerra nunca acabará, apenas e só porque depende da opinião sujectiva das pessoas e da sociedade... apesar de ter andado ai a defender que os homens são uns básicos ( depois passou-me!) compreendo agora que é tudo uma questão de equilibrio, de complemento e que se em vez de mulheres e homens andarem fervorosamente a reivindicar pelo lugar na presidência da junta, se unissem esforços e se aceiatssem como são, talvez o mundo fosse uma bocadinho mais equilibrado também....

Sílvia disse...

Mas quem é que fala de igualdades, pah? Quem disse que a mulher quer igualdade????
Eu disse e repito, eu não estou interessada na igualdade total de direitos. Nunca. Para que me interessa ter a mesma oportunidade de dar massa nas obras? hum????
não, não estou a ser preconceituosa. Não!
Simplesmente a mulher passou tempo suficiente a observar o homem (e a gastar-lhe o ordenado a seu belo prazer, e consoante as necessidades, vá!!!!) durante vários séculos, digamos milénios, para saber exactamente o que lhe interessa ou não nessa história de igualdades.
Sou feminista. Orgulhosa de ser mulher. Logo, não sou burra, tá?