terça-feira, 29 de janeiro de 2008

50 anos do LEGO

No dia 28 de Janeiro de 1958, a lego inventou o seu famoso bloco. E fez um bocadinho mais felizes, as infâncias de milhões de crianças nos 50 anos seguintes. Eu fui uma delas, no quadro das melhores memórias da minha infância, figuram sem dúvida os sábados inteiros que passei a inventar coisas para construír com aqueles bloquinhos coloridos, sentado no chão da minha sala, enquanto a minha mãe andava pela casa a arrumar e limpar tudo e mais alguma coisa.

Tanto, que nunca vou me esquecer do dia em que me ofereceram a minha caixa de legos. Foi antes do natal de 1984, eu descobri a caixa a tempo, e consegui brincar com eles bem antes do tempo em que deveriam ser entregues :)
Eu tinha o dedo polegar do lado esquerdo partido por o ter prendido na porta do camião do meu pai, e o tocava no gira-discos a música "Last Christmas", dos Wham!.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Como é que é mesmo!??

A propósito da política do governo em relação ao fecho de urgências em sítios remotos, também a propósito da imprensa que a cada dia que passa insulta o papel em que imprime os seus vícios, e ainda a propósito do povo português que custa a largar a estupidez generalizada em que Salazar nos enfiou durante os seus 36 anos de ditadura.

Quando se lê a imprensa por uma ordem cronológica diferente que originalmente foi públicada, chegam-se a conclusões inesperadas. Passo a explicar: Este fim de semana, li a página principal de uma conhecida marca de acendalhas (vulgo Correio da Manhã) onde figurava em grande destaque datado de dia 23 de Janeiro, quarta feira, sobre o caso de um habitante de Castedo, Alijó que supostamente tinha morrido á espera do INEM, onde a "família indignada" gritava por justiça e pedia a cabeça do primeiro ministro, e ministro da saúde, e director do INEM, e sabe-se lá quem mais. Para além da fotografia da família em pose "indignada", aparecia o irmão da pobre vítima a dizer com toda a revolta, tristeza e outros adjectivos mais que a equipa editorial do correio da manhã encontrou no dicionário de português, que (e passo a citar) “Se a Urgência de Alijó estivesse aberta e a VMER viesse mais cedo o meu irmão certamente ainda estaria vivo”.

Entretanto parti-me a rir...

Isto porque antes de ler a notícia, já tinha assistido na SIC á gravação que o INEM disponibilzou ao público no dia 24 de Janeiro, onde se assiste a uma autêntica paródia enquanto a operadora do INEM tenta assistir uma pessoa que tinha caído das escadas abaixo perante a inércia da familia e dos bombeiros. A conversa entre a operadora do INEM e o irmão da vítima (pelo menos a parte que nos interessa da conversa) vai mais ou menos assim:

- Bom, quer uma ambulância aí em sua casa? - Diz a senhora do INEM já muito irritada.
- Tem de vir cá a guarda, não é?
- Mas quer a Guarda ou quer a ambulância?
- Vale mais a Guarda…
- Então se é só a Autoridade que quer, vai desligar e voltar a ligar o 112 e pede a Autoridade. Se há pessoas feridas, eu mando-lhe uma ambulância.
- Não, não, ele morreu…
- Morreu?!
- Deve ter morrido…
- É homem ou mulher?
- Homem
- Com que idade?
- 49, mais ou menos.
- 40 e quantos??
(silêncio)
- Quantos anos tem?... ora diga-me senhor?!
- 44!
- 44 anos. E ele já estava doente ou foi agredido?
- Estava doente já.
- Com quê?
- Caiu!
- Oh senhor, o senhor é familiar dele?
- Sou o irmão.
- Então, mas ele já estava acamado?
- Não! Ele estava era em casa e caiu! Ia a descer as escadas e caiu…
- E o senhor disse que ele morreu?
- Está morto.
- E ele não respira?
- Não.
- Olhe, vai desligar que eu daqui por um bocadinho volto a ligar.

Podem ver o vídeo todo aqui

Ora bem... isto parece-vos a conversa de um "irmão indignado" ??? Acham mesmo que a culpa do homem estar morto é do INEM? Ou de não haver urgência de Alijó aberta, ou de o VMER ter demorado muito tempo a chegar?
Acham mesmo que a preocupação do correio da manhã é a de informar de uma maneira responsável e imparcial? Ou se eles fazem o possível para serem tendenciosos (para não dizer mentirosos), alarmistas e publicarem futílidades como histórias de capa, cumprindo os propósitos de uma agenda política obscura?

Digam-me por favor se uma freguesia de 2806 habitantes, tem que ter forçosamente uma urgência permanente aberta, mesmo sendo esta uma sede de concelho (!?). Quem é que vai para essa urgência permanente trabalhar? Que trabalho é que vai haver nessa urgência? Não querem também ter uma maternidade no sítio??? Não acham que ter um veículo de intervenção rápida que leve uma pessoa que necessite de assistência para um hospital a sério (neste caso Vila Real, a 50km) é melhor do que ter uma urgência subequipada e com pouca mão de obra a cada aldeiazinha de interior?
Certamente dirão - "O preferível é ter uma urgência permanente a cada aldeiazinha, bem equipada e com médicos disponíveis 24 por dia", ao que vos respondo: não vivemos no mundo das maravilhas da Alice. No mundo real, não é possivel ter um médico por habitante, nem é possível obrigar aos médicos que vão trabalhar lá no raio que os parta! No mundo real, é preciso fazer concessões e trabalhar no sentido de melhorar as coisas de uma forma global. O mundo real é incompatível com utopías. Os jornais estão a bater no governo gratuitamente por causa deste assunto. Não têm razão, limitam-se a pegar num assunto populista, e a simplesmente o arremessar contra o ministro, sabendo de antemão que vão contar com o apoio da populaça que nunca se importa com factos nem com verdades, simplesmente quer uma razão externa óbvia e fácil que explique a sua estupidez, e nisso os média são sempre expeditos: "cá está, o governo é mau porque encerra urgências!" até é uma coisa fácil de decorar.

Muita gente me rogará pragas por estar a dizer estas coisas, e se calhar da próxima vez que passar por anadia, até pode me dar um mal qualquer e morro para lá porque a urgência tá fechada. Pode até ser, da mesma forma que eu este fim de semana, podia ter me partido todo quando fui fazer rappel para a serra da estrela, porque o governo não se tinha lembrado de abrir uma urgência nas Penhas da Saúde. Ah, claro que neste caso, a culpa seria do governo, não da corda que se partiu ou do terreno em mau estado. Mesmo assim, pensando bem, se a corda estivesse em mau estado, a culpa á mesmo seria do governo, porque não tratou de fiscalizar devidamente as cordas de rappel, e se o terreno estava em mau estado, a culpa também seria do governo porque não acolchoou a escarpa com esponja, e não subsitituiu as rochas por esferovite.
Proponho que se crie um ministério do bode espiatório, para dar aquilo a que o povo necessíta com tanta urgência: alguém para culpar por tudo e por nada, já que o José Sócrates não pode acumular tantas funções a este nível.

Á vossa consideração.

Não quero deixar de agradecer á Mafalda por ter-me posto ao corrente da sítuação (tento não ver muita imprensa portuguesa, como já devem ter percebido), e ao blog Quando a Revolução bate à porta... que me forneceu uma inestimável tradução da chamada que involve os bombeiros, a pobre família do morto e a operadora do INEM (grande paciência, parabéns á senhora).

Ah, ainda para finalizar, aconselho vivamente este vídeo do Ricardo Araújo Pereira sobre este assunto, está absolutamente genial!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Para quem duvidava da projecção internacional do Futebol Clube do Porto

Reparem com atenção no ilustre indivíduo que se apresenta em segundo lugar da esquerda para a direita.
O Futebol Clube do Porto tem verdadeira projecção internacional.

Cloverfield

O filme definitivamente promete.

O Nuno Markl, escreve hoje no blog dele:

"Cloverfield, sem necessitar do orçamento exorbitante de um I Am Legend, um Piratas das Caraíbas 3 ou um Transformers, não só pontapeia os rabos de praticamente todos os blockbusters que têm estreado nos últimos meses, como lhes dá uma vergastada brutal com uma cauda viscosa de metros e metros de extensão e a força de vários exércitos."

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Abram alas, o homem voltou!!

Passados 18 anos sobre o último filme do Indiana Jones, o Steven Spielberg e o George Lucas voltaram a dar o chapéu e o chicote ao Harrison Ford.
Confesso que sou fã irredutível dos filmes, já vi os "Salteadores da arca perdida" (o meu preferido dos 3, sem qualquer dúvida) uma e outra e mais outra vez, aliás já perdi a conta de quantas vezes vi o filme. A cassete VHS que rodava lá em casa já xiava de tanto uso, e mesmo assim, com cores apagadas e som abafado, lá ia dando para tocar novamente.
Ouso dizer que aquele filme está para os rapazes da minha geração como o "Dirty Dancing" ou o "Grease" está para as raparigas.
Quando os filmes saíram em DVD eu vibrei por finalmente poder ver o filme como deve de ser, em ecrã panorâmico e som digital (em 1981 eu não tinha idade para ir ao cinema :)), e ainda no outro dia estive a ver novamente, e a emoção é sempre a mesma :)
Não sei se o filme está bem feito, se o argumento está bom, se a fotografia bem conseguida. Mas aquele filme fazia-me sonhar quando eu era criança, as aventuras do famoso Dr. Jones, que andava por toda a parte do mundo, ora á boleia de um submarino nazi, ora num hidroavião que fazia escala nos açores, ora num Douglas DC3 prestes a se despenhar nos himalaias (aliás, aquele bote insuflável que serve de paraquedas, não lembra ao menino jesus).
A estreia mundial está marcada para 22 de Maio, e eu vou ver! :)
E não me venham com histórias de que o homem tá velho e que aquilo ainda vai ser mais fiasco do que o rocky versão 3ª idade em que o Sylvester Stallone vem lutar de andadeira. Não quero saber. Só é pena que não se tenham feito mais filmes, e que o homem agora tenha sessenta e tal anos, duvido que haja um Indiana Jones depois deste, pelo menos com o Harrison Ford como protagonista.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

A eterna disputa

Esta questão nunca será verdadeiramente respondida, a da diferença social entre mulheres e homens, principalmente no que se refere á discriminação entre os sexos no acesso a cargos de destaque. Cada um tem a sua opinião, eu tenho a minha, o leitor terá a sua, se calhar ambas são absurdamente divergentes, no entanto ambos temos razão ao mesmo tempo que não a temos.
Entretanto li um artigo de Srª. Helena Cronin, filósofa e docente do London School of Economics, que me surpreendeu por ter proposto um ponto de vista que se calhar nunca equacionei. Ela diz o seguinte no artigo:

"Eu pensava que o facto de haver mais homens em cargos de chefia era uma questão de diferenças médias entre homens e mulheres em termos de talentos, gostos e temperamentos inatos. Em termos de talentos: os homens têm um pensamento mais técnico, as mulheres mais verbal; de gostos: os homens interessam-se mais pelas coisas, as mulheres pelas pessoas; de temperamentos: os homens gostam mais de arriscar, as mulheres muito menos. Mas mudei de opinião. Não é uma questão de médias, mas sim de extremos. As mulheres concentram-se em redor da média, enquanto que entre os homens a variabilidade entre o melhor e o pior pode ser enorme. Portanto, é inevitável haver mais homens do que mulheres nos extremos do espectro - o que dá origem a um maior número de Prémios Nobel homens, mas também de homens estúpidos."

Não concordando necessáriamente com isso, mas acho que é motivo de reflexão. Quem quiser ler o artigo todo (aconselho) pode vê-lo aqui.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Acabaram os D'ZRT

Sim, o leitor chocado, ainda perturbado com a notícia perguntará certamente: "Então os gajos já não tinham acabado??!?" - Pois, eu também estou tão supreendido como vocês. Não, hoje foi oficial, ouvi hoje de manhã na antena 3 quando vinha para o trabalho: Os gajos acabaram com o grupo.
Para grande tristeza minha, o pessoal do gato fedorento já não vai ter uma referência para fazerem aqueles famosos sketches dos "morangos com adoçante".

 



Aqui fica, para mais tarde recordar:

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Raisparta

Mesmo com muito exercício físico, mesmo sem fumar, mesmo a controlar a bebida, a minha pressão sanguínea tá a bater no tecto...

Adenda ás resoluções de ano novo: Stressar menos (muito menos) e deixar de comer porcarias.

Boa notícia: Já tenho desculpa para ir mais vezes ao Japonês :)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

"O novo aeroporto na margem sul? Jamais!"

O Sr. Ministro Mário Lino ou é estúpido ou leu mal no dicionario francês (já que ele fez questão de entoar a tal palavra em francês, tal qual José Castelo Branco nos seus melhores dias), o significado da palavra "jamais" - que curiosamente tem o mesmo significado que em português . Então aqui vai:

adv.,
nunca;
em tempo algum;
alguma vez;


Ontem os rapazes do LNEC passaram um atestado de burrice ao homem, e adivinhem lá, o aeroporto vai SIM para a margem sul, aquele tal sítio que ele dizia não ter "(nem) pessoas, nem actividades, nem hotéis, nem escolas".
Se já todos sabiamos que o homem é autista, finalmente temos um documento a comprová-lo.

Estou curioso

Vi no outro dia o trailer do filme Cloverfield e fiquei curioso, primeiro porque sou um confesso fã de filmes de ficção científica, depois estou á espera desde 1998, quando fui ver o Saving Private Ryan no cinema, de um filme que me prenda á cadeira e me faça sentir que estou lá dentro. Para além dos efeitos visuais e sonoros sensacionais, este filme é produzido por J.J. Abrams, que faz parte da equipa da série Lost.

Apesar de não achar grande piada a Monster Movies (não vi Jurassic Park nem o King Kong, etc.), acho que estas imagens prometem. Vejam o trailer em http://www.cloverfieldmovie.com.

Estreia a 24 de Janeiro, vou colocar um lembrete na minha agenda para isto.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Não se fuma

Ah pois é, começou o ano e a infame lei anti-tabaco começou a ser aplicada.
Confesso que estava um pouco céptico em relação á aplicabilidade desta nova lei no meu país, que é tradicional apologista dos brandos costumes e da implementação meio que "flexível" das leis. A verdade é que tirando a madrugada de dia 1 em que toda a gente bebeu e fumou até não poder mais e onde quer que fosse, a partir daí e onde quer que estivesse, não vi ninguém a desrespeitá-la. A verdadeira surpresa para mim foi quando no outro dia saí á noite no Funchal e reparei que em nenhuma discoteca as pessoas fumavam, no Copacabana prepararam antecipadamente uma área de fumadores e no Jam/Vespas/Marginal era permitido ás pessoas irem á rua fumar.
Não sou nenhum fundamentalista anti-tabaco aliás, fui fumador convicto e compulsivo durante 10 anos da minha vida, e sei o quanto custa não poder tirar do cigarro quando se está a tomar uma bica, ou quando se está a beber uma cerveja entre amigos numa discoteca, mas respirar ar puro dentro de uma discoteca... é fantástico. Não respirar ar poluído dá outra energia para nos divertir-mos, outra vivacidade, outra alegria, e também importante, não se chega a casa com aquela sensação de ter fumado 1 carteira de tabaco, mesmo sem ter posto um cigarro á boca.

Os fumadores que me cruxifiquem agora :)

Feliz 2008

2007 acabou em grande, novamente com o fogo de artifício na baía do Funchal, ao bater as 0:00 de 1 de Janeiro de 2008. As buzinas dos navios ancorados no porto começaram a tocar, e a paisagem encheu-se de luz e cor. Lindo, como sempre! Pode parecer pretencioso da minha parte, mas é sem dúvida alguma o reveillon mais bonito do mundo.

Pelo enésimo ano consecutivo a festa foi em casa da nicola, da carmen e do milton, que amávelmente nos dão a sala de "convívio" todo o santo ano para o pessoal ir fazer o warm-up para a noite (na verdade é para a manhã, porque saímos de lá sempre depois das 6 da manhã). A noite terminou ás 10 da manhã nas vespas, onde reencontrei um velho amigo que teve uma reviravolta bem positiva na sua vida em 2007 (parabéns Frank, fico muito feliz por ti!).

2007 foi um ano bom, conheci pessoas novas, conheci sítios novos, fui a itália, a barcelona e novamente ao brasil, fiz o meu trigésimo aniversário entre grandes amigos, numa cidade que já considero de minha, abracei um novo projecto profissonal, terminei de mobilar o meu apartamento, tive um carro novo, fui padrinho de uma menina.

Para 2008 os planos são, para já: viajar. Há tanto sítio para visitar, e tão pouco tempo para vêr, este ano descobri que apenas conheço 3% do mundo, o que é muito pouco.

Feliz 2008 para todos, que todos os vossos desejos se realizem.

Obrigado ás pessoas da minha vida, que me fizeram sentir especial no ano passado, que estejam perto no ano que agora começou.