quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

dê um colinho ás crianças que não o têm

No outro dia fui com a Ana Rosa entregar uns caixotes com comida, fraldas e afins à instituição ajuda de berço, que acolhe bebés dos 0 aos 36 meses que foram por alguma razão, separados das suas famílias. Regra geral, estamos a falar de crianças abandonadas, maltratadas ou abusadas de qualquer forma. Meninos de tão tenra idade que já passaram por situações extremamente complicadas.
Não nos foi permitido interagir directamente com as crianças, por questões de segurança por um lado, e por outro para não sermos um factor perturbador do dia-a-dia deles. Ainda assim, foi possível ver alguns deles, olhar para os seus sorrisos. É incrivel como todos eles tinham um ar feliz e saudável, apesar de todas as tragédias que aqueles pequeninos olhos já terão presenciado. Ainda que sabendo que é muito mais fácil reabilitar crianças tão pequenas do que digamos, miudos de 6, 7 ou 8 anos, é preciso uma grande dose de dedicação e amor para poder devolver os sorrisos áquelas vidas destroçadas e tão precocemente privadas de um lar.
Por isso, venho aqui dar os meus parabéns á instituição Ajuda de Berço, e a todos os profissionais e voluntários que dão um pouco de si todos os dias para melhorar a vida destas crianças, que dão um colo a quem não tem quem mais se preocupe com eles. O espaço é acolhedor e muito bem equipado, as auxiliares educativas empenhadas com as crianças e todo o ambiente era aconchegante e de certa forma, familiar.

A ajuda de berço necessita de um forte apoio da sociedade para continuar a auxiliar crianças em risco, por isso dê o seu contributo, é fácil.
Veja como em http://www.ajudadeberco.pt/colabore.html.

Para além do que está na página, a instituição necessita sempre de comida para bebé e fraldas, donativos esses que são sempre benvindos.
Não são necessários todavia, brinquedos. A instituição tem todos os de que necessita.

Por fim, não queria deixar de louvar a atitude da Ana Rosa, que se lembrou e se preocupou com as crianças, e não deixou de chatear o povo lá no escritório para apoiarem também a causa. Um beijinho para ti, Ana.

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