segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Feliz 2008


Faltam 3 horas e 16 minutos para o novo ano. Eu e o meu irmão estamos a ultimar os preparativos para recebê-lo em grande :) Vamos estar na marina do funchal, quem quiser pode aparecer, temos champanhe :)

Votos de um feliz 2008 a todos, que realizemos os nossos desejos e que este ano que vem seja melhor do que o que passou.

Call girl

"Neste país mais vale ser puta. Fodem-te na mesma mas pelo menos pagam-te".

Foi uma agradável supresa, principalmente a Soraia Chaves. Connoisseur que sou á uns tempos dos seus dotes fisicos inegáveis, foi com satisfação que vi que a menina é também uma excelente actriz, e é sem dúvida a alma do filme e dá-lhe aquele sinful twist.
O filme roda á volta de um presidente de câmara honesto que se vê envolvido num esquema de corrupção/prostituição/extorsão porque resiste estóicamente ás investidas de um grupo de investidores internacionais que quer construir um resort de golf a meio do alentejo, numa cidade fictícia chamada "Vila Nova" (Beja, de facto), mandando uns milhares de sobreiros abaixo.
O filme retrata de uma forma tão real como divertida, os meandros do tráfico de influências neste país, em que tudo o que é negócio a sério é tratado na casa de putas e no campo de golf.
Excelentes interpretações de Ivo Canelas, Nicolau Breyner, Joaquim de Almeida e José Raposo, sem esquecer o genial Virgílio Castelo que faz na perfeição o papel do ministro da saúde sem quaisquer principios e de Raúl Solnado, que apesar de já não estar no seu auge, ainda nos faz rir.

Parabéns ao António Pedro Vasconcelos pelo excelente trabalho. Aconselho vivamente, está nos cinemas, vão lá ver.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Chegada difícil

Raras são as vezes em que o meu regresso a casa é pacífico. Parece sempre que algo está contra o meu regresso á madeira.
Chegado ao barracão que a ANA chama de "terminal 2 do aeroporto de lisboa" (nome pomposo para um pavilhão multi-usos adaptado), foi ver uma imensidão de gente a fazer fila para os balcões de check-in para o funchal ou ponta delgada. Uma descoordenação total entre a equipa da tap (ou groundforce, ou seja lá o que for aquilo), balcões que encerravam sem aviso com as pessoas a fazerem fila para eles, monitores a indicar o balcões errados e quando as pessoas chegavam ao fim da fila é que eram informadas de que não era aquele balcão.
Já depois de ter feito o meu check-in, estava uma fila com ainda umas 20 pessoas naquele balcão, quando se ouve o funcionário da Tap a dizer: "O check-in para o voo 1685 fechou". Ainda demorou alguns segundos até as pessoas caírem na real e constatassem a inevitável realidade de que iam ficar em terra, mesmo tendo comprado os seus bilhetes e confirmado as suas reservas. Após levar com os ânimos exaltados de alguns passageiros e a tentar sempre sacudir a culpa de cima dele, lá o funcionário justificou a companhia aérea dizendo que (aparentemente) segundo uma lei aprovada recentemente, é legal a companhia aérea vender mais 20 bilhetes do que a lotação do avião, com a justificação de que é essa a média de pessoas que não comparece a cada embarque. Mentira, digo-vos já, eu já ando a viajar entre a madeira e o continente 3 e 4 vezes por ano á uns 12 anos e posso garantir que os aviões vão sempre lotados, principalmente nesta altura de natal. Não sei que ganza estragada anda o pessoal da Tap a fumar, mas deixem-se dessas coisas, urgentemente.
Após isso, a cada nova pessoa que chegava para fazer check-in no dito voo, eram imediatamente encaminhados para o balcão de "apoio" ao cliente, cuja fila já devia andar nuns 30 ou 40 metros, talvez com 80 a 90 pessoas indignadas, querendo todas a cabeça do responsável por aquela situação. Todos se justificam dizendo que não têm culpa, que a culpa é da central de reservas da companhia, e os passageiros vêm-se naquela situação ridícula, ás mãos de uma companhia aerea de bandeira, que cobra o que pode e o que não pode por cada viagem, e trata os seus clientes como se fossem mendigos.
Solução? Nenhuma, é engolir em seco e não pensar muito nisso. Não é como se houvesse concorrência neste negócio, ou é aquilo ou é aquilo, temos pena (infelizmente a Sata também não é opção, ambas as companhias trataram de cartelizar o negócio, toda a gente sabe disso menos a autoridade para a concorrência).
Peripécias á parte, e depois de um atraso de 1h55m (o que não é mau para os padrões da Tap), lá aterramos na madeira. É sempre um prazer saír do avião e cheirar o ar que me faz sentir em casa, aquele ar húmido com cheiro a terra molhada, a minha terra.
Depois de reviver o prazer que é voltar a casa, foi tempo de caír na realidade (negra)... o tapete rolante rolou, e rolou, e rolou... e da minha mala, não houve notícias. Pronto, perderam-me a mala! Cambada de inergúmenos que não conseguem fazer o trabalho direito. Lá fui eu para os perdidos e achados fazer a tal reclamação. "Entregaremos no seu domicílio assim que a mala for encontrada" disseram eles... é mesmo bom, eu fico meio mal humorado quando não tenho roupa limpa para vestir...

De volta á minha casa, para concluir o dia difícil, tenho umas cartas de mais algumas dívidas dos meus pais para pagar, e um problema estrutural deveras grave na casa que ameaça me caír em cima.
Fora isso, tudo bem... posso dormir descansado.


PS. A mala chegou no voo seguinte. Menos mal.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Vou para casa


Assim vos deixo, neste frio continente. Vou para a minha terra! :)

Feliz natal a todos

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

dê um colinho ás crianças que não o têm

No outro dia fui com a Ana Rosa entregar uns caixotes com comida, fraldas e afins à instituição ajuda de berço, que acolhe bebés dos 0 aos 36 meses que foram por alguma razão, separados das suas famílias. Regra geral, estamos a falar de crianças abandonadas, maltratadas ou abusadas de qualquer forma. Meninos de tão tenra idade que já passaram por situações extremamente complicadas.
Não nos foi permitido interagir directamente com as crianças, por questões de segurança por um lado, e por outro para não sermos um factor perturbador do dia-a-dia deles. Ainda assim, foi possível ver alguns deles, olhar para os seus sorrisos. É incrivel como todos eles tinham um ar feliz e saudável, apesar de todas as tragédias que aqueles pequeninos olhos já terão presenciado. Ainda que sabendo que é muito mais fácil reabilitar crianças tão pequenas do que digamos, miudos de 6, 7 ou 8 anos, é preciso uma grande dose de dedicação e amor para poder devolver os sorrisos áquelas vidas destroçadas e tão precocemente privadas de um lar.
Por isso, venho aqui dar os meus parabéns á instituição Ajuda de Berço, e a todos os profissionais e voluntários que dão um pouco de si todos os dias para melhorar a vida destas crianças, que dão um colo a quem não tem quem mais se preocupe com eles. O espaço é acolhedor e muito bem equipado, as auxiliares educativas empenhadas com as crianças e todo o ambiente era aconchegante e de certa forma, familiar.

A ajuda de berço necessita de um forte apoio da sociedade para continuar a auxiliar crianças em risco, por isso dê o seu contributo, é fácil.
Veja como em http://www.ajudadeberco.pt/colabore.html.

Para além do que está na página, a instituição necessita sempre de comida para bebé e fraldas, donativos esses que são sempre benvindos.
Não são necessários todavia, brinquedos. A instituição tem todos os de que necessita.

Por fim, não queria deixar de louvar a atitude da Ana Rosa, que se lembrou e se preocupou com as crianças, e não deixou de chatear o povo lá no escritório para apoiarem também a causa. Um beijinho para ti, Ana.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

O novo aeroporto de Lisboa

O que é mesmo giro acerca dos blogues é que podemos vir para aqui dar a nossa opinião sobre tudo e mais alguma coisa e é garantido que alguma alma aí por esse mundo fora há de nos ler e quem sabe, concordar connosco. Com uma sorte danada, vinha cá ler o pasquim do Nélio o nosso digníssimo primeiro ministro, e com mais sorte ainda, o ministro das obras públicas Shôr eng. Mário Lino, se bem que eu ando convencido que o homem não tem internet lá em casa.

Então andamos num frenesim a ver quem puxa com mais força para tirar o aeroporto e mandá-lo lá para o raio que o parta.
Está tudo a esfregar as mãos de contentes, os construtores vão fazer mais uns milhões ás nossas custas com os dinheiro que vai ser disponibilizado para criar um novo aeroporto lá na Ota (vulgo, raio que o parta) e respectiva habitual derrapagem orçamental (que não há de faltar) e os mesmos construtores vão fazer fortunas faraónicas a demolir o actual aeroporto da portela e a construír um monte de prédios novos e centros comerciais para vender ao povo.

Andamos a investir fortunas a ampliar o aeroporto da portela, a criar o novo barracão para processar ilhéus (vulgo terminal 2), a meter equipamentos novos e isso tudo para assim de repente mandá-lo abaixo? Estamos a brincar ou quê?

Eu assisto incrédulo a um desenrolar de palhaçadas diárias de gente que ou quer trazer um aeroporto novo para o quintal (a malta com terrenos na ota ou em alcochete) ou de gente que quer o aeroporto fora do seu quintal (a mesma malta, mas com bigodes falsos e barba postiça).

É absolutamente rídiculo querer demolir a portela e criar um novo aeroporto. Concordo que o aeroporto actual está perto do limite de trafego, mas não aceito que construir um novo seja a solução.

Vamos desperdiçar 3,2 mil milhões de euros, recursos financeiros essenciais para a nação nos tempos que correm, apenas para saciar a sede que alguns empresários têm por dinheiros públicos. Parece que de tantos em tantos anos temos que jogar dinheiro fora á grande para sustentar sanguessugas, com derrapagens orçamentais a rondar os 100% e que ninguém consegue explicar de uma forma lógica sem recorrer ao corriqueiro: "foi azar!".

Vamos ficar sem um aeroporto central para mandar toda a gente para a Ota? Como é que isto pode ser inteligente do ponto de vista de planeamento da cidade? A maior parte das grandes capitais europeias tem pelo menos dois aeroportos, um para os voos mais caros e para as pessoas que não se importam de pagar mais para ficar mais perto do centro, e outro para as low-cost cujos passageiros não se importam de andar mais 50km para pagar 50 euros pela viagem. Não é mais inteligente criar um aeroporto periférico, tipo o de Stanstead ou o de Luton em Inglaterra?

Os defensores do "tirem o aeroporto de lisboa" fartam-se de esgrimir o argumento de que os aviões fazem barulho. Ora bem: em 1942, quando lá construiram o aeroporto, aquilo era bem fora de lisboa, e ninguém se chateava (A foto da esquerda é de 1965, e ainda nessa altura não havia quase nada em volta). Entretanto foram construindo ao ponto de ter prédios paredes-meias com o aeroporto e depois queixam-se do barulho?!!? Então quando o pessoal começou a construir prédios nos anos 70 quando aterravam os aviões com os JT8D que estremeciam tudo á passagem, não repararam que os ditos faziam barulho?!?! Agora que os aviões têm motores mansinhos é que se queixam? Bah!

Finalmente, parece que ninguém ouviu os especialistas na matéria: A localização foi escolhida sem sequer fazer um estudo metereológico sobra a área, os ventos são comprovadamente perigosos.

Eu estou francamente á espera que o país acorde desta letargia absurda de deixar os políticos fazerem tudo o que lhes apetece. Agora de repente vejo umas 500 melhores aplicações para os 6 mil milhões de euros (contabilizando a derrapagem orçamental "prevista") do que para construir uma pista de alcatrão lá no fim do mundo.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Natal? Qual natal? (Parte 2)



Num rasgo (raro) de clarividência, a nossa câmara municipal lá autorizou os espanhóis a meter as luzes de natal na avenida da liberdade. É caso para dizer Aleluia!!!!. (Ou foi para comemorar os 400 milhões que o banco lhes emprestou?)

Melhor com os símbolos do santander a cada 3 torres de iluminação do que ver a mais bonita avenida da cidade completamente despojada de decorações.

Ainda assim, o rossio e o chiado ficaram a apitar... e mesmo com aquelas luzinhas de emergencia, meus amigos políticos palhaços da vida: Tá feio com'ó caraças!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Configurando o terminal do MacOS como deve de ser

Farto de andar á guerra com o terminal do MacOS 10.5 e a sua diposição absurda de teclas, finalmente consegui domá-lo.

Para conseguir umas teclas como deve de ser (á lá linux), basta ir a Terminal->Preferences, depois a Settings e finalmente a keyboard.




KeyActionKeystrokes
control cursor left\033bESC b
control cursor right\033fESC f
end\005CTRL+e
home\001CTRL+a
page down\026CTRL+v
page up\033vESC v

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A realidade de viajar em low cost



Assustador, é a palavra que me ocorre agora. Acabei de ver um documentário do channel 4 de inglaterra que retrata a realidade tenebrosa da companhia aérea irlandesa Ryanair.

Desde que o Bin Laden mandou os amigos dele se espetarem lá nas torres gémeas em 2001, que o mundo deu uma volta, e isto reflectiu-se de sobremaneira na aviação civil a nível mundial. As companhias aéreas tradicionais que na altura já andavam-se a debater com sérios problemas financeiros devido a décadas de má gestão e aumentos brutais nos preços do petróleo, viram a sua sentença de morte anunciada pela diminuição catastrófica da procura dos seus bilhetes, motivada pelo pânico mundial que se seguiu aos atentados. Companhias aéreas que outrora eram o orgulho dos seus países, como a Swissair, a Sabena ou a United Airlines começaram a declarar falência uma atrás da outra.
Os fabricantes de aviões que na altura tinham muitas ordens de compra firmes dessas companhias aéreas para os seus aviões de pequeno/médio curso viram-se de repente com muitos aviões nas mãos e sem companhia aérea para os entregar. Na ressaca deste descalabro, companhias aéreas que começavam a se establecer como a Easyjet,a Ryanair e a Southwest Airlines conseguiram comprar A320's e B737's novinhos em folha a preço de saldo, e tomaram de assalto o mercado da aviação, acabando com décadas de reinado incontestado das companhias aéreas de bandeira.

Isto até podia ser tudo muito bom, se não estivessemos a falar de aviões. Qual é o problema?
Estamos a falar de máquinas estúpidamente caras e complexas, cada uma a custar uma fortuna. São absurdamente sedentas por combustível e requerem montantes faraónicos para voar e manter. Então, como é que se consegue manter preços a rondar entre 30 a 40 euros por percurso? Simplesmente cortando nos gastos, e aí é que reside o problema. A história recente da aviação civil é abundante em exemplos práticos (que levam muitas vezes centenas de vidas consigo) de situações em que cortar nos gastos, principalmente em termos de segurança resulta em desastres horrendos.

Para o esquema dar lucro, a tripulação de cabine tem que trabalhar até ao limite, por salários absurdamente baixos, o avião tem que voar quase sem parar e os pilotos têm que fazer o máximo de horas seguidas de serviço que a lei lhes permite.
- O treino e formação são reduzidos ou inexistentes (na ryanair, a tripulação de cabine tem que pagar o treino do seu próprio bolso). O mais provável é que num voo destes encontre um assistente de bordo que entende menos de segurança aérea do que você.
- Para manter os 25 minutos exiguidos pela empresa entre o desembarque e o embarque, medidas de segurança como o controlo de passaportes na porta de embarque é desprezado. O avião não é limpo entre voos. Não são verificados pontos de segurança como a existência de coletes salva-vidas ou a operacionalidade de portas de emergência.
- A tripulação exausta, não está minimamente preparada para lidar com uma situação de emergência, e muitas vezes acaba dormindo em serviço.

E isto é o que se vê nas filmagens secretas da equipa de reportagem. Tenho medo de pensar o que se andará a fazer nos hangares quando os aviões vão para manutenção.

Aconselho a que vejam este documentário, lança uma visão negra sobre os operadores de low cost. Muito francamente, depois disto, não me vêm num avião da Ryanair nem que me paguem.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Cirque du Soleil - Delirium

Os bilhetes já estavam comprados desde Setembro, o espetáculo estava completamente esgotado á meses. Estava á espera de ver um espetáculo cheio de acrobacias e coreografias tal como já tinha visto na televisão, mas este Delirium revelou-se uma surpresa. Muito mais um espetáculo de cor e dança do que o estariamos á espera de ver desta companhia de... circo (?).
A utilização que eles fazem das cortinas transparentes para fazer projecções holográficas é absolutamente brilhante, e perfeição com que os bailarinos se sincronizavam nas diversas coreografias era absolutamente genial.
Nota positiva também á sonoridade no pavilhão atlântico: irrepreensível.

Para quem não conseguiu ver (Maf, marca aí na tua agenda), o Cirque du Soleil volta com o seu espetáculo "Quidam" em abril de 2008 no Passeio Marítimo de Algés. Eu vou lá estar.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Tá fraquinho...




Já visitei 8 países, ou seja 3% do mundo. Tenho que urgentemente melhorar isto. Objectivo para 2008: 14 países, 6% do globo, vamos ver se dá.